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Congo prende 'suspeitos' de matar embaixador italiano

Presidente reconheceu que há organização por trás do crime

22 mai 2021 14h44
| atualizado às 14h50
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O presidente do Congo, Félix Tshisekedi, anunciou neste sábado (22) que a polícia do país prendeu "suspeitos" de terem assassinado o embaixador italiano, Luca Attanasio, o carabineiro Vittorio Iacovacci e o motorista Mustapha Milambo em um ataque no dia 22 de fevereiro.

Attanasio estava no Congo desde 2017
Attanasio estava no Congo desde 2017
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Conforme a declaração, os "suspeitos foram presos e estão sendo interrogados" pelas autoridades. No entanto, ele não informou a quantidade de detidos.

"Além dos suspeitos, há seguramente uma organização. Eles são os 'coupers de route' [membros de grupos armados que atacam veículos] e têm protetores, com certeza. Precisamos identificar todos eles e temos a colaboração dos serviços italianos. Estamos trabalhando duramente", acrescentou Tshisekedi.

O presidente ainda ressaltou que "conhecia pessoalmente" o diplomata italiano e que ficou "verdadeiramente comovido" com a morte de Attanasio. "Isso me motiva ainda mais a buscar os suspeitos e, sobretudo, por fim a esses golpes de violência nessa parte do país", pontuou.

Attanasio, embaixador da Itália no Congo desde 2017, e Iacovacci estavam em um comboio do Programa Mundial de Alimentos da ONU e visitariam um projeto de distribuição de comida em escolas.

Depois de deixar a cidade de Goma, no leste do país, a comitiva foi atacada por, ao menos, seis homens armados em uma estrada dentro do Parque Nacional Virunga, uma área muito disputada por milícias locais por conta de riquezas minerais.

Segundo uma perícia feita em Roma, os italianos e o motorista congolês não foram executados, como as primeiras informações apontavam, mas sim mortos durante a troca de tiros entre os seguranças e os milicianos. .
   

Ansa - Brasil   
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