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Conflito no Estreito de Taiwan seria desastroso, diz embaixador de fato dos EUA na ilha

9 set 2026 - 09h40
(atualizado às 22h01)
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Resumo
O principal diplomata dos EUA em Taipé, Raymond Greene, alertou que uma guerra em Taiwan teria impacto econômico global pior que a Segunda Guerra Mundial. Ele apontou a próxima cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping como crucial para evitar erros de cálculo. Greene ressaltou que os EUA mantêm o apoio à defesa da ilha e a estabilidade no Indo-Pacífico, enquanto o governo taiwanês planeja gastos militares recordes para conter as ameaças e reivindicações de soberania da China.

Qualquer conflito no ‌Estreito de Taiwan teria um impacto maior na economia global do que a Segunda Guerra Mundial, e a próxima cúpula entre os Estados Unidos e a China é uma oportunidade para evitar erros de cálculo, afirmou nesta quarta-feira o principal ⁠diplomata dos EUA em Taipé.

Embora os EUA, assim como a ‌maioria dos países, não tenham relações diplomáticas formais com Taiwan — território reivindicado pela China —, eles são o mais importante apoiador ‌internacional e fornecedor de armas da ‌ilha, que é governada democraticamente.

Em discurso durante um ⁠fórum de defesa em Taipé, Raymond Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, afirmou que não há tema mais oportuno ou importante do que garantir a paz no Estreito de Taiwan.

"Além do custo humano, qualquer conflito no Estreito de Taiwan ‌teria um impacto maior na economia global do que a Segunda ‌Guerra Mundial", disse ⁠ele.

"Os Estados Unidos, ⁠sob o governo Trump, fizeram da preservação da paz no Indo-Pacífico ⁠uma de suas principais prioridades", ‌acrescentou Greene.

Isso inclui uma ‌diplomacia "vigorosa", especialmente nos níveis mais altos, disse ele.

"A próxima cúpula entre os EUA e a China é uma oportunidade para avançar ainda mais em uma relação de estabilidade ⁠estratégica, com base na justiça e na reciprocidade, capaz de evitar mal-entendidos e erros de cálculo", acrescentou Greene.

O presidente da China, Xi Jinping, deve viajar aos Estados Unidos ainda este mês para uma ‌reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Greene afirmou que os EUA também estão reforçando sua presença e suas parcerias ⁠na região do Indo-Pacífico para manter um "equilíbrio de poder regional favorável".

"Em terceiro lugar, e especialmente relevante para a discussão de hoje, estamos apoiando os esforços de Taiwan para aprimorar sua capacidade de se defender."

O governo do presidente de Taiwan, Lai Ching-te, priorizou o aumento dos gastos com defesa e a modernização militar, diante do nível de ameaça proveniente da China.

O governo taiwanês, que rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, previu no orçamento para o próximo ano que os gastos com defesa ultrapassem, pela primeira vez, 1 trilhão de dólares taiwaneses.

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