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Com mais de 7 mil mortes por Covid-19, Suécia diz que ainda não precisa de máscaras

3 dez 2020
13h33
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A Suécia ainda não precisa de máscaras, disse uma autoridade de saúde de alto escalão nesta quinta-feira, quando as mortes decorrentes da pandemia passaram de 7 mil e um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ampliar as recomendações sobre máscaras.

Rua de Estocolmo, Suécia
 20/11/2020 TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS
Rua de Estocolmo, Suécia 20/11/2020 TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS
Foto: Reuters

Na quarta-feira, a OMS disse que, onde a epidemia estiver se disseminando, as pessoas - inclusive crianças e alunos de 12 anos ou mais -deveriam usar máscaras sempre em lojas, ambientes de trabalho e escolas que não têm ventilação adequada e quando receberem visitas em casa em cômodos pouco ventilados.

Mas a Agência Sueca de Saúde, essencialmente a favor da estratégia contra o lockdown do país, não chegou a recomendar as máscaras, citando os indícios frágeis de sua eficácia e os temores de que estas possam ser usadas como desculpa para as pessoas não se isolarem quanto tiverem sintomas.

"Máscaras podem ser necessárias em algumas situações. Estas situações não surgiram na Suécia ainda, de acordo com nosso diálogo com (os serviços de saúde das) regiões", disse Anders Tegnell, o principal epidemiologista sueco, em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

"Todos os estudos até agora sugerem que é muito mais importante manter a distância do que ter uma máscara", disse.

Na tentativa de conter uma segunda onda, o primeiro-ministro, Stefan Lofven, anunciou nesta quinta-feira que as escolas de segundo grau adotarão o ensino virtual pelo resto do ano.

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