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Colômbia autoriza intervenção militar dos EUA contra narcotráfico

1º bombardeio aéreo de De La Espriella contra ELN deixou mortos e feridos

13 ago 2026 - 08h58
(atualizado às 09h10)
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O novo governo da Colômbia "solicitou e autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra o narcotráfico". O anúncio foi feito na quarta-feira (12) pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth. Na mesma data, a administração de Abelardo De La Espriella realizou seu primeiro bombardeio aéreo contra criminosos, deixando mortos e feridos.

De La Espriella tomou posse há menos de uma semana
De La Espriella tomou posse há menos de uma semana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Tenho o orgulho de anunciar que a Colômbia se juntará à A-Triple-C, tornando-se seu 19º membro", falou Hegseth, referindo-se à "Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis", uma iniciativa multinacional de segurança lançada pelo presidente Donald Trump com o objetivo de combater cartéis de drogas e fortalecer a cooperação regional de defesa no Hemisfério Ocidental.

Segundo o chefe do Pentágono, menos de uma semana após tomar posse, o governo Espriella "já solicitou ao Departamento de Defesa dos EUA para unir-se na luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir terroristas e suas redes".

Em setembro passado, as forças armadas dos EUA lançaram uma campanha de ataques aéreos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na costa venezuelana e no Pacífico Oriental, resultando na morte de pelo menos 215 pessoas até o momento. O governo Trump nunca apresentou provas de que os veículos atingidos estivessem envolvidos com o narcotráfico.

Ao mesmo tempo, o ultraconservador De La Espriella, que tomou posse em 7 de agosto, prometeu em sua campanha eleitoral combater os criminosos ligados ao tráfico de drogas, interrompendo, assim, as negociações de paz contra grupos armados iniciadas por seu antecessor, o progressista Gustavo Petro.

O novo chefe de Estado cumpriu a promessa: ontem, seu governo efetuou o primeiro bombardeio aéreo contra posições ocupadas por guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN).

A operação, conduzida nas áreas rurais de Tibú e San Calixto, no departamento de Norte de Santander, resultou na morte de dois supostos paramilitares e deixou pelo menos três civis feridos, segundo as autoridades.

O Ministério da Defesa colombiano confirmou ainda a destruição de duas estruturas fortificadas e de cinco acampamentos, bem como a apreensão de aproximadamente 1,5 tonelada de explosivos, além de equipamentos militares e 440 granadas modificadas para lançamento por drones.

A pasta enfatizou que a operação foi planejada "em conformidade com o direito internacional humanitário, com atenção especial à proteção da população civil". No entanto, o gabinete da ouvidoria local relatou que, além dos três civis feridos no município de San Calixto, algumas famílias foram forçadas a deixar suas casas.

A ofensiva ocorre poucas semanas depois de De la Espriella ter emitido um ultimato à liderança do ELN e da Frente 33. Desde janeiro de 2025, a região de Catatumbo tem sido palco de uma grave crise humanitária decorrente de confrontos entre o ELN e facções dissidentes da Frente 33, resultando no deslocamento de mais de 120 mil pessoas e forçando outras 50 mil a permanecer em suas comunidades. 

Ansa - Brasil
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