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CNN processa Casa Branca por revogar credencial de correspondente

13 nov 2018 - 15h52
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A CNN ingressou com uma ação na Justiça contra o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, devido à revogação da credencial do correspondente da Casa Branca Jim Acosta, cujas perguntas e reportagens são alvos frequentes de críticas de Trump.

Estagiária da Casa Branca tentar tirar microfone da mão de correspondente da CNN Jim Acosta durante entrevista coletiva 07/11/2018 REUTERS/Jonathan Ernst
Estagiária da Casa Branca tentar tirar microfone da mão de correspondente da CNN Jim Acosta durante entrevista coletiva 07/11/2018 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

"Pedimos a esta corte uma medida cautelar imediata exigindo que o passe seja devolvido a Jim, e buscaremos uma liberação permanente como parte deste processo", disse a CNN em um comunicado.

O presidente republicano vem intensificando continuamente suas críticas à mídia, e a CNN continua sendo um alvo preferencial.

Na semana passada, Trump ficou revoltado durante uma coletiva de imprensa quando Acosta o questionou sobre a chamada caravana imigrante que atravessa o México e sobre uma investigação em andamento sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016.

"Já chega, já chega", disse Trump na quarta-feira enquanto uma estagiária da Casa Branca tentava tirar o microfone de Acosta. "Você é uma pessoa mal-educada, terrível".

A Casa Branca suspendeu a credencia do jornalista no mesmo dia, e a porta-voz Sarah Sanders acusou Acosta de colocar as mãos na estagiária que tentava lhe tomar o microfone. Ela classificou o comportamento do correspondente como "absolutamente inaceitável".

Um vídeo gravado na ocasião mostrou Acosta recuando enquanto a estagiária se aproximava para tomar o microfone. Ele qualificou as acusações da Casa Branca de mentira.

"Embora a ação civil seja especificamente da CNN e de Acosta, isto poderia ter acontecido com qualquer um", disse a rede. "Se não forem questionadas, as ações da Casa Branca criariam um efeito inibidor perigoso para qualquer jornalista que cubra nossas autoridades eleitas".

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