CNI defende biocombustíveis brasileiros em evento em Roma
Encontro reuniu industriais para discutir acordo Mercosul-UE
Lideranças industriais do Mercosul e da Itália participaram nesta quinta-feira (23) de um encontro em Roma para discutir as oportunidades decorrentes da iminente aplicação provisória do acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia, prevista para 1º de maio.
O Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália-Mercosul reuniu representantes da Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) e de entidades do setor dos países sul-americanos, como a Confederação Nacional da Indústria do Brasil (CNI).
Em coletiva de imprensa durante o evento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, contestou "uma narrativa falsa e errada que diz que os biocombustíveis são feitos em detrimento dos alimentos" e contribuem para o desmatamento.
Além disso, o dirigente deu destaque para o setor de moda, já alvo de uma parceria entre CNI e Confindustria, e lembrou que "o Brasil é um grande produtor de algodão de qualidade".
Já o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Martín Rappallini, disse que o processo de integração entre Mercosul e UE será "muito amplo". "Encontraremos muitos setores de colaboração. No caso da Argentina, temos um caminho de crescimento muito forte nas fontes fósseis", salientou.
O presidente da Câmara das Indústrias do Uruguai (CIU), Leonardo García, sublinhou como a energia é o campo com maior potencial de colaboração, ao lado do agro. "Somos pioneiros na América Latina em transição energética", garantiu.
O vice-presidente da União Industrial Paraguaia (UIP), Carlos Insfrán Micossi, também destacou o interesse do país em "atrair investimentos verdes".
Entre 7 e 11 de setembro, a Confindustria deve realizar uma missão em Buenos Aires, São Paulo e Brasília para discutir as oportunidades nos setores mais estratégicos, como transição energética, infraestrutura, farmacêutico, maquinários, tecnologias agropecuárias e digital. .
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