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Cientistas recorrem aos tubarões para melhorar previsões sobre furacões

8 ago 2026 - 13h10
(atualizado em 9/8/2026 às 05h12)
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Do animal assassino ‌do filme "Tubarão" aos predadores arrastados por tornados da série "Sharknado", há muito tempo o cinema retrata os tubarões como fontes de medo no verão. Mas quando um tubarão atravessa as águas da costa leste dos EUA, ele pode ⁠estar fazendo mais do que caçar, pode estar reunindo ‌dados que ajudam cientistas a compreender o potencial de um furacão antes que ele atinja a costa.

Pesquisadores ‌da Universidade de Delaware estão testando ‌se os tubarões podem servir como observadores móveis ⁠de dados oceânicos quase em tempo real, carregando sensores que medem as condições do oceano para alimentar modelos oceanográficos, atmosféricos e climáticos.

Essas etiquetas são pequenos dispositivos eletrônicos que medem a condutividade elétrica do oceano — um indicador intimamente ‌relacionado à salinidade —, bem como a temperatura e a ‌profundidade, à medida ⁠que as criaturas ⁠marinhas às quais estão acopladas nadam e mergulham.

"Sensores acoplados a animais ⁠têm sido usados ‌com sucesso por oceanógrafos ‌há anos, particularmente em elefantes-marinhos nas regiões polares", disse Aaron Carlisle, pesquisador principal e professor da Escola de Ciências Marinhas e Políticas da universidade.

Os tubarões oferecem ⁠uma nova oportunidade para essas pesquisas porque são abundantes, amplamente distribuídos e mais fáceis de acessar do que muitos mamíferos marinhos protegidos, disse Carlisle.

Até agora, a marcação de tubarões normalmente ‌rastreava apenas para onde esses peixes viajam e os habitats que utilizam.

Os pesquisadores da Universidade de Delaware selecionam tubarões ⁠capazes de coletar as medições mais úteis para a pesquisa sobre furacões e dão preferência a espécies que vêm à superfície com frequência suficiente para que transmitam as informações aos satélites.

"Estamos realmente mais interessados no conteúdo de calor da camada superior do oceano, conhecida como camada mista", disse Carlisle.

"Essa é a parte da coluna d'água que realmente determina a intensidade dos furacões — uma camada mista mais quente significa furacões mais fortes —, pois retém o calor que alimenta os furacões", acrescentou Carlisle.

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