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Cientistas envelhecerão uísque no espaço pela primeira vez

Amostras e ingredientes da bebida permanecerão em órbita por até 5 anos

5 out 2026 - 15h28
(atualizado às 15h40)
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Resumo
Cientistas da Escócia e do Japão lançarão, em 2028, um satélite para envelhecer uísque no espaço pela primeira vez. Diferente de testes anteriores na ISS, as amostras e fragmentos de barril ficarão expostos diretamente às condições espaciais por até cinco anos. O objetivo principal é analisar a maturação sob variações térmicas extremas, acelerando estudos sobre processos biológicos e químicos em microgravidade que possam viabilizar a futura produção de fármacos e terapias contra o câncer.

Um grupo de pesquisadores da Escócia e do Japão confirmou nesta segunda-feira (5) que produzirá um uísque no espaço, como parte de um experimento para estudar a forma como a bebida envelhece em um ambiente fora da atmosfera terrestre.

Amostras e ingredientes da bebida permanecerão em órbita por até 5 anos
Amostras e ingredientes da bebida permanecerão em órbita por até 5 anos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os responsáveis pela pesquisa, membros da Universidade de Glasgow e do Instituto de Tecnologia de Kyushu, planejam lançar um foguete em 2028 para enviar um satélite contendo amostras de álcool e de seus ingredientes básicos.

Embora o uísque já tenha sido enviado ao espaço antes, ele nunca saiu do ambiente com temperatura controlada da Estação Espacial Internacional (ISS). Desta vez, no entanto, será exposto diretamente às condições do espaço.

O experimento será lançado a bordo de um CubeSat com amostras de 10 mililitros de líquido e permanecerá em órbita por até cinco anos para analisar o processo de maturação. Além disso, será avaliada a reação de um fragmento de madeira de barril às rápidas variações de temperatura durante a órbita ao redor da Terra.

Os especialistas apontaram que a madeira "respira" muito mais rápido do que na Terra, o que pode abrir caminho para um método totalmente novo de estudar e até mesmo acelerar o processo de envelhecimento da bebida.

"O uísque nos oferece um modelo extremamente reconhecível e conhecido para estudar e monitorar processos biológicos e químicos em microgravidade. O projeto fornecerá novas e valiosas informações sobre como monitorar e controlar a fermentação e a evolução química no espaço, bem como sobre como produzir etanol em órbita", afirmou o coordenador do estudo, Gilles Bailet.

Ainda de acordo com o especialista, o objetivo final do grupo "é que o projeto contribua para o aprimoramento das atividades de fabricação química e biológica no espaço, um campo que oferece enormes possibilidades para o desenvolvimento de produtos farmacêuticos de alto valor agregado e terapias contra o câncer de próxima geração". .

Ansa - Brasil
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