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China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA

21 jan 2026 - 10h19
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A China rejeitou nesta quarta-feira especulação de que competiria por influência no Ocidente, no momento em que a tentativa dos EUA de assumir o controle da ‌Groenlândia ameaça remodelar a dinâmica de poder de uma aliança de segurança transatlântica ‌de décadas.

A ambição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tirar da Dinamarca a soberania sobre a Groenlândia abalou os membros da Otan e fez com que a Europa repensasse sua tradicional dependência de segurança dos Estados ‍Unidos.

Ao ser questionado se Pequim saudava o "caos" em relação à Groenlândia, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse em uma coletiva de imprensa: "Não temos intenção de competir por influência com nenhum ‌país, nem jamais faríamos isso".

Trump também ameaçou impor tarifas ‌comerciais à Europa se ela resistir à sua exigência de adquirir a ilha do Ártico.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, advertiu que as tarifas transatlânticas favoreceriam a China e a Rússia, que se beneficiariam das "divisões entre os aliados".

"Nós nos envolvemos em intercâmbios amigáveis com todas as nações com base no respeito mútuo e na igualdade, e continuamos comprometidos em ser uma força positiva, estabilizadora e construtiva", disse Guo.

No entanto, a mídia estatal chinesa não se conteve em comentários esta semana, pedindo à Europa que reavalie sua dependência dos Estados Unidos para a segurança.

A Europa tornou-se excessivamente dependente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que deixou de lado a cooperação com parceiros como a China e a Rússia, disse o tabloide Global Times, apoiado pelo Partido Comunista, em um editorial.

"A situação ‌ressalta a necessidade de a Europa revisar a natureza das relações transatlânticas e reduzir sua dependência dos Estados Unidos como um pilar de apoio à sua segurança", acrescentou um editorial do estatal China Daily.

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