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China omitiu dados da OMS sobre origem da covid, diz Tedros

Equipe liderada pela OMS passou quatro semanas dentro e nos arredores de Wuhan em janeiro e fevereiro

30 mar 2021
18h41
atualizado às 19h49
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Dados foram omitidos de investigadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) que viajaram à China para pesquisar a origem da epidemia de coronavírus, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta terça-feira.

 Tedros Adhanom Ghebreyesus fala em Genebra
18/1/2021  Christopher Black/WHO/via REUTERS
Tedros Adhanom Ghebreyesus fala em Genebra 18/1/2021 Christopher Black/WHO/via REUTERS
Foto: Reuters

Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países ocidentais imediatamente pediram à China que conceda "acesso total" a dados sobre o surto original do final de 2019 a especialistas independentes.

Em seu relatório final, escrito conjuntamente com cientistas chineses, uma equipe liderada pela OMS que passou quatro semanas dentro e nos arredores de Wuhan em janeiro e fevereiro disse que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos a humanos através de outro animal e que um vazamento de laboratório é "extremamente improvável" como causa.

Um dos investigadores já disse que a China se recusou a dar dados brutos de casos iniciais de covid-19 à equipe liderada pela OMS, possivelmente complicando os esforços para entender como a pandemia global começou.

"Em minhas conversas com a equipe, eles expressaram as dificuldades que encontraram para acessar dados brutos", disse Tedros. "Acredito que estudos colaborativos futuros incluirão um compartilhamento de dados mais adequado e abrangente."

A incapacidade da missão da OMS de concluir onde ou como o vírus começou a se disseminar em pessoas manterá as tensões causadas pela dúvida sobre como a pandemia teve início e se a China ajuda os esforços para descobri-lo ou, como os EUA alegam, os atrapalham.

"O estudo especializado internacional sobre a fonte do vírus SARS-CoV-2 foi atrasado consideravelmente e careceu de acesso a dados e amostras completos e originais", disseram Austrália, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Israel, Japão, Letônia, Lituânia, Noruega, Coreia, Eslovênia, Reino Unido, EUA e UE em um comunicado conjunto.

"Não acredito que esta avaliação foi abrangente o suficiente", disse Tedros. "Dados e estudos adicionais serão necessários para se chegar a conclusões mais robustas."

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