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Céu sobre Riad fica vazio após ataques de houthis a aeroportos

12 out 2026 - 09h36
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Resumo
Autoridades sauditas fecharam o aeroporto de Riad e cancelaram quase todos os voos após ataques dos houthis no fim de semana deixarem 14 mortos e centenas de feridos, no episódio mais letal no reino em mais de uma década. A ofensiva levou empresas globais a suspender rotas para a capital e acendeu alertas de segurança da FAA e da EASA. A escalada do conflito já pressiona eventos econômicos do país e deve agravar a retração do PIB saudita, estimada em 3,6% para este ano.

O ‌céu sobre a capital saudita, Riad, estava praticamente vazio nesta segunda-feira, pois autoridades prorrogaram a suspensão de operações no aeroporto internacional da cidade após ataques perpetrados pelos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, no fim de semana.

As operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid, o segundo mais ⁠movimentado da Arábia Saudita depois de Jidá, foram suspensas para "permitir a conclusão ‌dos procedimentos necessários para garantir a segurança e a prontidão operacional das instalações", informou a autoridade de aviação civil saudita em comunicado.

O aeroporto ‌está fechado desde um ataque ocorrido no ‌sábado que matou 13 pessoas e feriu mais de 300, ⁠o mais mortal no reino em mais de uma década. No domingo, outro ataque matou uma pessoa e feriu quase uma dúzia de outras.

O aeroporto cancelou 99,7% de todos os voos programados no domingo, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium. O rastreador ‌de tráfego aéreo Flightradar24 mostrou que as aeronaves estavam evitando Riad nesta ‌segunda-feira, embora jatos estivessem cruzando ⁠o espaço ⁠aéreo saudita e pousando no principal hub de Jidá, na costa oeste do país.

A ⁠interrupção forçou companhias aéreas da ‌Europa e da Ásia a ‌suspenderem seus serviços e a agência de aviação dos Estados Unidos (FAA) aconselhou as companhias aéreas norte-americanas a tomarem cuidado ao voarem para ou sobre a Arábia Saudita. A Agência Europeia para a ⁠Segurança da Aviação (EASA) ampliou na sexta-feira um alerta sobre o espaço aéreo saudita, citando ataques com mísseis e drones.

O Grupo Lufthansa cancelou todos os voos para Riad até 16 de outubro, enquanto a Air France-KLM prorrogou uma suspensão dos serviços ‌de e para a capital saudita até o final do mês.

A Etihad Airways, de Abu Dhabi, estava entre as companhias aéreas que prorrogaram ⁠ainda mais os cancelamentos de voos para a Arábia Saudita, afetando cerca de 20 voos para Riad, Jidá e Dammam na segunda e na terça-feira.

A escalada do conflito com os houthis gerou preocupações sobre o impacto econômico mais amplo. Analistas estimam que o PIB real da Arábia Saudita deverá sofrer uma contração de 3,6% este ano, refletindo uma combinação de fatores, incluindo a redução das atividades relacionadas ao petróleo.

Os ataques colocaram sob pressão os eventos programados para este mês em Riad, incluindo a principal conferência de investimentos do reino e o Congresso de Energia da WPC, de onde vários executivos de alto escalão do setor petrolífero foram retirados da programação.

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