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Campo de gelo na Patagônia chilena é rompido por mudanças climáticas, dizem cientistas

23 mai 2019
20h39
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O campo de gelo de 12 mil quilômetros quadrados no sul da Patagônia chilena se partiu em dois e provavelmente deverá continuar a se rachar com as mudanças climáticas, de acordo com uma equipe de cientistas do Chile que estiveram na região em março. 

Dois novos icebergs são vistos após se soltarem da Geleira Cinza, na Patagônia chilena
09/03/2019 Ricardo Jana/Cortesia do Instituto Antártico Chileno (INACH)/Divulgação via REUTERS
Dois novos icebergs são vistos após se soltarem da Geleira Cinza, na Patagônia chilena 09/03/2019 Ricardo Jana/Cortesia do Instituto Antártico Chileno (INACH)/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

Gino Casassa, diretor da Divisão de Neve e Geleiras na DGA, autoridade de Águas do Chile, disse à Reuters que o aumento de temperaturas ao longo da Cordilheira dos Andes no sul do Chile e da Argentina resultaram em menos neve e gelo para reabastecer as abundantes geleiras da região. 

"O que ocorreu foi uma fratura por que o gelo retraiu", disse Casassa. 

O pedaço de gelo que se soltou da geleira principal é de aproximadamente 208 quilômetros quadrados, uma parte relativamente pequena do campo de gelo. 

Mas Casassa disse que isso pode ser um sinal do que virá pela frente. 

O campo de gelo, disse, está agora "partido em dois, e provavelmente descobriremos novas rachaduras ao sul", disse. 

Dois icebergs se soltaram da Geleira Cinza no sul do Parque Nacional Torres del Paine no Chile, acrescentando aos temores de que tais rupturas possam estar se tornando mais e mais frequentes.

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