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Brasil critica na ONU ação dos EUA na Venezuela: 'Não podemos aceitar o argumento de que fins justificam os meios'

Embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, discursou em sessão extraordinária do Conselho de Segurança nesta segunda-feira, 5

5 jan 2026 - 14h50
(atualizado às 15h29)
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Resumo
Brasil, por meio do embaixador Sérgio Danese na ONU, criticou a operação dos EUA na Venezuela, destacando a defesa da soberania, o respeito ao direito internacional e condenando intervenções armadas como ameaça à ordem global.
embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese
embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese
Foto: Reprodução

O Brasil criticou a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, 5, e disse que eles não podem "aceitar o argumento de que fins justificam os meios".

O Conselho se reuniu hoje em sessão extraordinária para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, pelos Estados Unidos no último sábado, 3, em Caracas

Em seu discurso, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, lembrou que a Carta das Nações Unidas estabelece como pilar de ordem internacional a proibição de uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer estado a não ser em circunstâncias estritamente previstas nela.

"Assim como o Brasil sustentou em reiteradas oportunidades as normas que regem, a convivência entre os estados são obrigatórias e universais e não admitem exceções baseadas em interesses ou projetos ideológicos, geopolíticos, políticos,  econômicos ou de qualquer outra índole, não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifiquem o uso da força ou a mudança ilegal de governo", disse.

"Um mundo multipolar no século XXI que promova a paz e a prosperidade não se confunde com a área de influência. Não podemos aceitar o argumento de que fins justificam os meios. E isso carece de legitimidade e abre a possibilidade de outorgar os mais fortes o direito de redefinir o que é justo e injusto, o que é correto ou incorreto e, inclusive, de ignorar as soberanias nacionais, impondo as decisões que devem adotar os mais fracos", acrescentou Danese.

Sem citar os Estados Unidos, o embaixador também destacou que a ação ocorrida pela primeira vez na América do Sul é "profundamente alarmante", disse que o continente é uma zona de paz e defendeu a "não intervenção no nosso entorno".

"O Brasil não crê que a solução para a situação da Venezuela passe pela criação de protetorado de dentro do país, e sim por soluções que respeitem autodeterminação do povo venezuelano de acordo com sua constituição. Os fatos de 3 de janeiro transcende o âmbito regional, atentado contra a soberania de qualquer país independentemente da orientação do seu governo, afeta toda a comunidade internacional", declarou.

Danese finalizou o discurso pedindo que esse e outros casos de intervenção armada contra a soberania de um país, sua integridade territorial ou de suas instituições devem ser "condenados com veemência".

"Cabe a esse Conselho assumir sua responsabilidade e reagir com determinação, clareza e respeito ao direito internacional a fim de evitar que a lei da força se sobreponha à força da lei. Queremos que o futuro da Venezuela seja feito pelo povo venezuelano, sem ingerências externas de acordo com respeito ao direito internacional", completou o embaixador.

Fonte: Portal Terra
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