Bachelet, candidata à ONU, mantém defesa dos direitos das mulheres para enfrentar oposição dos EUA
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, enfatizou seu apoio aos direitos das mulheres em sua candidatura à presidência das Nações Unidas nesta terça-feira, apesar dos apelos para que Washington vete sua candidatura devido ao seu apoio ao aborto.
Bachelet, 74 anos, uma das quatro candidaturas que disputam a presidência da conturbada organização global a partir do próximo ano, disse aos repórteres que havia lido uma carta de mais de duas dúzias de parlamentares republicanos dos EUA acusando-a de ter "priorizado uma agenda extrema de aborto" e pedindo que os Estados Unidos vetassem sua candidatura.
"Sempre estarei ao lado das mulheres", disse a duas vezes presidente do Chile e ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, acrescentando que, como secretária-geral, seu trabalho seria garantir que as agendas da ONU sobre os direitos das mulheres fossem implementadas.
"Precisamos continuar avançando nos direitos das mulheres", disse ela após uma audiência ao vivo de três horas sobre sua candidatura.
O enviado de Washington à ONU, Mike Waltz, este mês pareceu torpedear sua candidatura ao dizer que compartilhava as preocupações sobre sua adequação.
Bachelet está concorrendo com o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall para um mandato de cinco anos à frente da ONU, que tem 193 membros e pode ser prorrogado por mais cinco.
Embora esses sejam os únicos candidatos declarados até o momento, outros podem entrar na disputa nos próximos meses.
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