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Avião militar chileno desaparece com 38 pessoas a bordo

Aeronave tinha combustível suficiente para sete horas de autonomia de voo e perdeu comunicação quando sobrevoava o mar de Drake, considerado pelos marinheiros como a passagem mais tempestuosa do planeta

10 dez 2019
08h04
atualizado às 08h06
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Um avião Hércules C-130 que decolou na segunda-feira, 9, da cidade de Punta Arenas, sul do Chile, desapareceu com 38 pessoas a bordo quando sobrevoava o mar de Drake a caminho para a Antártida. A Força Aérea do país informou que uma operação de busca já foi iniciada.

Avião Hércules C130 da Força Aérea do Chile, do mesmo modelo que sofreu acidente durante voo para Antártida, em foto de arquivo
24/11/2007
REUTERS/Ivan Alvarado
Avião Hércules C130 da Força Aérea do Chile, do mesmo modelo que sofreu acidente durante voo para Antártida, em foto de arquivo 24/11/2007 REUTERS/Ivan Alvarado
Foto: Reuters

A aeronave decolou às 16h55 de base da Força Aérea do Chilena (FACH) Chabunco em Punta Arenas, rumo à base Eduardo Frei na Antártida, e perdeu comunicação por rádio às 18h13.

O avião foi declarado "danificado" sete horas após o desaparecimento, informou a FACH, que indicou que o C-130 tinha combustível para permanecer no ar até 0h40 desta terça-feira, 10. A aeronave tem quatro motores e pode voar mesmo que um deles falhe, disse o diretor de imprensa da Força Aérea chilena, general Francisco Torres, que acrescentou que as condições meteorológicas estavam boas e são descartadas como causas do acidente.

"Uma amerissagem (aterrissagem de emergência na água) é possível", afirmou Eduardo Mosqueira, comandante da 4.ª Brigada Aérea em Punta Arenas.

Aeronave perdeu contato

A bordo do Hércules C-130 viajavam 38 pessoas - 17 tripulantes e 21 passageiros -, incluindo 15 oficiais da FACH, 3 do Exército, 2 funcionários da empresa privada de construção Inproser e 1 funcionário da Universidade de Magallanes.

As pessoas viajavam para cumprir tarefas de apoio logístico na base Eduardo Frei, a maior do Chile na Antártida: a revisão do oleoduto flutuante de abastecimento de combustível da base e o tratamento anticorrosivo das instalações.

A FACH entrou em contato com as famílias das pessoas a bordo para informar sobre a situação. A aeronave perdeu comunicação quando sobrevoava o mar de Drake, uma passagem marítima entre o continente americano e a Antártida, considerado pelos marinheiros como a mais tempestuosa do planeta.

"As condições meteorológicas para voar eram boas, por isso o voo foi planejado", disse Francisco Torres, diretor de operações da FACH.

De acordo com as autoridades, o piloto tinha ampla experiência e a aeronave se encontrava em boas condições técnicas.

Estado de alerta

A Força Aérea declarou "estado de alerta pela perda de comunicação" e ativou uma operação de resgate com aeronaves e navios da Marinha para encontrar "possíveis sobreviventes".

O avião tem sistema ELT que indica sua posição por satélite, mas durante a madrugada o dispositivo não permitiu localizar a aeronave.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, se declarou "consternado" com o desaparecimento do avião militar e anunciou que viajará a Punta Arenas ao lado dos ministros do Interior, Gonzalo Blumel, e da Defesa, Alberto Espina.

"Vamos com o ministro Blumel consternados com o desaparecimento do avião Hércules da FACH com 38 passageiros que viajava rumo à Antártida de Punta Arenas. De lá, junto ao ministro da Defesa, monitoraremos busca e envio de equipes de resgate", escreveu o mandatário no Twitter.

O último acidente com essas características foi registrado em setembro de 2011, quando um avião militar com 21 pessoas a bordo caiu perto da ilha Robinson Crusoe, no Oceano Pacífico a 700 km do continente. / AFP, EFE e AP

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Estadão
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