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Autor de atropelamento com morte na Itália tenta suicídio na prisão

Salim El Koudri ingeriu medicamentos e foi levado às pressas ao hospital

6 out 2026 - 18h29
(atualizado às 18h37)
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Resumo
Salim El Koudri, acusado de homicídio e lesão corporal após atropelar pedestres em Modena e causar a morte de Monica Esposito, tentou suicídio na prisão por ingestão de remédios. O italiano de origem marroquina, em tratamento psiquiátrico prévio e sob suspeita de ter agido em surto psicótico, foi hospitalizado e está estável. O caso expôs a crise do sistema penitenciário da Emilia-Romagna, onde uma tentativa de suicídio é registrada a cada 33 horas, reacendendo debates sobre saúde mental carcerária.

Salim El Koudri, cidadão italiano de origem marroquina apontado como o autor do atropelamento que deixou um morto e feridos no centro de Modena, tentou tirar a própria vida no presídio onde está detido.

Salim El Koudri ingeriu medicamentos e foi levado às pressas ao hospital
Salim El Koudri ingeriu medicamentos e foi levado às pressas ao hospital
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O homem, que cometeu o ataque em 16 de maio, ingeriu medicamentos e foi levado às pressas ao hospital. Seu estado de saúde é estável e ele não corre risco de morte.

Roberto Cavalieri, ouvidor de direitos dos detentos da região da Emilia-Romagna, declarou que o episódio ganhou grande repercussão por envolver uma figura pública de um caso notório, mas alertou para a gravidade do sistema prisional: "A cada 33 horas, um preso tenta cometer suicídio na região".

"Devemos reconhecer o direito dessas pessoas de serem tratadas com humanidade, oferecendo suporte em momentos de desespero. Isso não diminui sua responsabilidade criminal nem a dor das vítimas", afirmou.

Formado em Economia, El Koudri estava desempregado e realizava tratamento para transtornos psiquiátricos. Ele foi detido sob as acusações de homicídio e lesão corporal qualificada. A tese de terrorismo foi descartada pelas autoridades, que trabalham com a hipótese de o ato ter sido cometido durante um surto psicótico.

A única vítima fatal do ataque foi Monica Esposito, de 52 anos. Ela permaneceu internada por cerca de dois meses em estado grave, mas não resistiu às complicações e teve a morte confirmada após uma piora irreversível do quadro clínico.

Ansa - Brasil
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