Autópsia não define causa da morte de paquistanesa na Itália
Corpo de Saman Abbas passará por mais exames de perícia
A autópsia no corpo da jovem paquistanesa Saman Abbas, 18 anos, que desapareceu em abril do ano passado, não conseguiu apontar nenhuma causa de morte, informou a advogada que representa uma associação que acompanha o caso, Barbara Iannuccelli, à ANSA.
"Não é possível estabelecer o que foi visto durante a autópsia como causa da morte de Saman. Serão necessários novos exames. O corpo de Saman estava íntegro, mas saponificado. Por sorte, os tecidos do corpo podem nos dizer o que aconteceu", afirmou Iannuccelli.
Por conta disso, após as mais de sete horas de autópsia no Instituto de Medicina Legal da Universidade de Milão, o corpo ainda passará por exames histológicos para tentar saber a causa da morte da jovem.
Oficialmente, as autoridades italianas não confirmaram a identidade do corpo localizado em 18 de novembro, a algumas centenas de metros da residência e enterrado a cerca de 2 metros de profundidade, onde os Abbas viviam em Novellara.
No entanto, a representante da associação Penélope, que se constituiu como parte civil do processo já que todos os familiares que viviam na Itália são imputados pelo crime, diz que não há dúvidas de que a jovem é Saman.
Ainda conforme a advogada, as roupas usadas pela vítima, vistas em uma gravação de imagens de circuitos de vigilância horas antes de seu desaparecimento, são as mesmas.
A justiça italiana fixou o prazo de 60 dias para que os resultados clínicos fossem anexados ao processo, em prazo que se encerra em janeiro.
Já no dia 10 de fevereiro começará o processo na região de Reggio Emilia com os cinco acusados: o tio Danish Hasnain, os primos Ikram Ijaz e Nomanhulaq Nomanhulaq (os três presos na Itália), o pais Shabbar Abbas (preso há cerca de um mês no Paquistão, onde aguarda a audiência de extradição) e a mãe Nazia Shaheen (ainda foragida).
Todos respondem pelos crimes de homicídio premeditado, sequestro de pessoa e ocultação de cadáver. .
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