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Austrália reconhecerá Estado palestino na ONU em setembro

11 ago 2025 - 08h40
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A Austrália reconhecerá um Estado palestino na Assembleia Geral das Nações Unidas do próximo mês, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese nesta segunda-feira, uma medida que aumenta a pressão internacional sobre Israel após anúncios semelhantes de França, Reino Unido e Canadá.

"A Austrália reconhecerá o Estado da Palestina na 80ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, para contribuir com o impulso internacional em direção a uma solução de dois Estados, um cessar-fogo em Gaza e a libertação dos reféns", afirmou Albanese em um comunicado.

Albanese disse aos repórteres em Camberra que o reconhecimento seria baseado nos compromissos que a Austrália recebeu da Autoridade Palestina, incluindo o de que o grupo militante islâmico Hamas não terá nenhum envolvimento em qualquer Estado futuro.

"Uma solução de dois Estados é a melhor esperança da humanidade para romper o ciclo de violência no Oriente Médio e pôr fim ao conflito, ao sofrimento e à fome em Gaza", declarou Albanese em uma coletiva de imprensa.

Albanese disse que conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na quinta-feira e lhe disse que era necessária uma solução política e não militar.

Na semana passada, a Austrália criticou o plano de Israel de assumir o controle militar de Gaza, e Albanese afirmou que a decisão de reconhecer um Estado palestino foi "ainda mais forçada" pelo desrespeito de Netanyahu aos apelos da comunidade internacional e pelo não cumprimento das obrigações legais e éticas em Gaza.

"O governo de Netanyahu está extinguindo a perspectiva de uma solução de dois Estados ao expandir rapidamente os assentamentos ilegais, ameaçar a anexação dos Territórios Palestinos Ocupados e se opor explicitamente a qualquer Estado palestino", disse Albanese na declaração conjunta com a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong.

Os compromissos assumidos pela Autoridade Palestina de reformar a governança, desmilitarizar e realizar eleições gerais, bem como as exigências da Liga Árabe para que o Hamas acabe com seu domínio em Gaza, criaram uma oportunidade, segundo ele.

"Essa é uma oportunidade de isolar o Hamas", acrescentou.

Wong disse que havia informado o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a decisão da Austrália.

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