Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Ataques russos paralisam maior siderúrgica da Ucrânia

25 set 2026 - 09h58
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A ArcelorMittal suspendeu as operações na maior siderúrgica da Ucrânia após sucessivos ataques russos deixarem cinco mortos e danos severos, inviabilizando a produção com segurança. A paralisação representa um duro golpe à economia do país, onde o aço responde por 15% das exportações. O caso reflete a intensificação da campanha aérea de Moscou, que tem mirado alvos industriais, civis e logísticos, enquanto ambos os lados ampliam os bombardeios estratégicos no conflito.

A ‌siderúrgica ArcelorMittal informou nesta sexta-feira que não poderá retomar a produção na maior usina siderúrgica da Ucrânia após uma série de ataques com mísseis, o mais recente revés econômico causado pela escalada da campanha aérea russa.

A empresa sediada em Luxemburgo informou que comunicou ao governo ucraniano ⁠que operações "seguras e sustentáveis" não são possíveis após quatro ataques em ‌cinco semanas terem causado danos extensos e matado cinco trabalhadores na usina localizada no sudeste do país.

A paralisação da usina é mais ‌um golpe para o setor siderúrgico da ‌Ucrânia, uma indústria fundamental que responde por 15% das exportações ⁠do país, mas que vem sofrendo pressão devido aos ataques russos e às restrições da União Europeia, seu principal parceiro comercial.

"É com profundo pesar que concluímos que não podemos mais operar com segurança a ArcelorMittal Kryvyi Rih", afirmou o presidente-executivo da subsidiária, Mauro Longobardo, em ‌comunicado.

ESCALADA DA GUERRA AÉREA

A Rússia intensificou os ataques em toda a Ucrânia ‌nos últimos meses, utilizando ⁠mísseis balísticos e ⁠drones a jato que as Forças Armadas da Ucrânia não têm recursos para ⁠interceptar.

Os alvos incluíram empresas, redes ‌logísticas, instalações portuárias do Mar ‌Negro e infraestrutura civil.

Um ataque com drone no centro de Kiev nesta sexta-feira matou um menino de 14 anos, em um ataque que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, descreveu como "absolutamente ⁠selvagem e repugnante".

Zelenskiy disse que um ataque separado matou uma pessoa em uma agência dos correios no porto de Odessa, no Mar Negro, enquanto uma clínica médica na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste do país, foi atingida com pessoas ‌dentro.

A Rússia nega ter atacado deliberadamente civis na guerra, desencadeada por sua invasão em grande escala da Ucrânia em 2022.

As Nações Unidas ⁠informaram nesta sexta-feira que sua missão de monitoramento na Ucrânia registrou pelo menos 200 mortes de civis em setembro, causadas por ataques que também danificaram "casas, hospitais, lojas e locais de trabalho".

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças realizaram, durante a madrugada, ataques com drones contra instalações da indústria de defesa ucraniana, centros de logística e embarcações utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia.

A Ucrânia também intensificou os ataques contra a Rússia, visando instalações de defesa e energia, bem como grandes varejistas online, em um esforço para minar as receitas e o apoio ao esforço de guerra de Moscou.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra