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Ataque a tiros deixa morto e feridos em Israel; Itália condena

Polícia local trata caso como 'suspeita de terrorismo'

7 jun 2026 - 10h59
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Um ataque a tiros coordenado na região de Sharon, no centro de Israel, deixou ao menos um morto e várias pessoas feridas neste domingo (7), segundo autoridades israelenses.

    A polícia informou à imprensa local, incluindo o Canal 12, que o caso é tratado como "suspeita de terrorismo".

    De acordo com relatos oficiais, o ataque começou em um posto de combustível em Kokhav Ya'ir e se espalhou por diferentes pontos da região, incluindo a vila de Tzur Yitzhak e uma estrada próxima a Tzur Natan, em uma área perto da linha de separação com a Cisjordânia.

    Os tiroteios ocorreram em pelo menos três locais distintos, gerando pânico e mobilização de forças de segurança. Um homem de cerca de 30 anos morreu na estrada 5533, enquanto outras cinco pessoas ficaram feridas em diferentes pontos do ataque, segundo autoridades médicas e policiais.

    O chefe da polícia local, Danny Levy, afirmou na área do ataque que o autor, identificado como Omar Yassin, tinha "antecedentes criminais praticamente inexistentes" e que não havia sinais prévios de inteligência que indicassem o ataque.

    Ele acrescentou que as investigações continuam, mas declarou que, no entendimento operacional inicial, havia apenas um agressor envolvido. Informações anteriores das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre a possível presença de um segundo criminoso não foram confirmadas e estão sendo revistas pelas autoridades.

    Após o ataque, forças do serviço de inteligência israelense Shin Bet e outras unidades de segurança foram enviadas à região para buscas e para reforçar o controle da área. Um alerta de segurança foi emitido em Tzur Yitzhak, com moradores orientados a permanecer em casa durante as operações.

    Um dos elementos citados pela polícia foi a apreensão de uma arma artesanal do tipo "Carlo", uma submetralhadora caseira frequentemente associada a ataques na região. As autoridades afirmam que o modelo, de fabricação improvisada, tem sido usado por diferentes grupos armados devido ao baixo custo e fácil produção.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou estar acompanhando de perto os desdobramentos do ataque, classificado por seu gabinete como "mortal", ocorrido próximo à chamada Linha Verde, que separa Israel da Cisjordânia.

    Por sua vez, o Hamas elogiou o ataque, chamando-o de "heroico", e afirmou que ele seria uma resposta à "agressão contínua contra Gaza" e a outros "crimes" na Cisjordânia e em Jerusalém. O grupo declarou ainda que a "resistência" continuará.

    Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou o ataque em publicação na rede social X, expressando solidariedade às vítimas e classificando o terrorismo como injustificável sob qualquer circunstância.

    "O terrorismo jamais se justifica: nenhuma causa política, nenhum conflito, nenhuma reivindicação pode legitimar o massacre de civis inocentes. O diálogo é o único caminho para uma paz duradoura", enfatizou o chanceler italiano. .

Ansa - Brasil
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