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Assange faz acordo com EUA e deixa prisão em Londres

Ativista vai se declarar culpado em troca de fim de pena

25 jun 2024 - 07h57
(atualizado às 08h12)
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O jornalista e ativista australiano Julian Assange, 52 anos, foi libertado da prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres, no Reino Unido, após ter feito um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que pleiteava sua extradição.

    Após cinco anos encarcerado, Assange deixou a cadeia na última segunda-feira (24) e seguiu diretamente para o Aeroporto de Stansted, onde embarcou em um avião com destino às Ilhas Marianas do Norte, território ultramarino americano no Pacífico, com escala em Bangkok, na Tailândia.

    "Este é o resultado de uma campanha global que envolveu organizadores de base, ativistas pela liberdade de imprensa, legisladores e líderes de todo o espectro político, até as Nações Unidas. Isso criou espaço para um longo período de negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o que levou a um acordo que ainda não foi formalmente finalizado", disse o WikiLeaks, site fundado por Assange, nas redes sociais.

    O ativista passou cinco anos preso em uma cela de seis metros quadrados e com 23 horas por dia de isolamento. Ele aceitou se declarar culpado de uma acusação ligada à divulgação de milhares de documentos confidenciais do governo americano, em troca de uma pena de 62 meses de prisão, exatamente o tempo que ele passou encarcerado no Reino Unido.

    Com isso, após a aprovação do acordo por um juiz federal dos EUA, Assange poderá retornar de imediato à Austrália. A audiência em um tribunal nas Ilhas Marianas do Norte está prevista para quarta-feira (26), e o voo custou US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões), segundo Stella Assange, esposa do ativista.

    "Estou simplesmente eufórica. É incrível, parece irreal que ele esteja livre", disse a advogada em uma entrevista à BBC, acrescentando que o acordo será divulgado ao público assim que estiver homologado.

    "O calvário finalmente está chegando ao fim", reforçou Christine Assange, mãe do fundador do WikiLeaks. A libertação também foi comemorada pelo Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, que deu as "boas-vindas" a uma "resolução definitiva do caso", e pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, que falou no "fim de uma perseguição injusta e cruel".

    Assange é acusado de 18 crimes ligados à divulgação de milhares de documentos secretos sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque e, se fosse condenado por todos eles, poderia pegar até 175 anos de prisão.

Ansa - Brasil   
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