Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Arábia Saudita: aeroporto de Riade volta a ser alvo de ataque

O aeroporto da capital saudita foi novamente atingido neste domingo (11), um dia após um míssil deixar 12 mortos no local. Os houthis reivindicaram os ataques contra os aeroportos do país e também contra infraestruturas energéticas sauditas.

11 out 2026 - 14h02
(atualizado às 14h03)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Rebeldes houthis atacaram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e instalações da petroleira Aramco, em uma ofensiva sem precedentes que deixou 12 mortos e 309 feridos, paralisando o terminal. A ação gerou forte condenação da comunidade internacional, com os EUA avaliando apoio militar a forças sauditas, que prometeram resposta firme. Os ataques ocorrem em meio à escalada do conflito no Iêmen, onde o grupo xiita também busca consolidar posições no estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Os combatentes pró-Irã "visaram, em três fases, o aeroporto internacional" de Riade, bem como uma "instalação de gás" e uma "refinaria de petróleo" pertencentes à Aramco, além do aeroporto internacional de Dammam, declarou o porta-voz do grupo, Yahya Saree, em um comunicado neste domingo.

Mais cedo, os houthis haviam renovado o alerta a viajantes, funcionários e companhias aéreas para que não utilizassem o espaço aéreo nem os aeroportos sauditas, com exceção daqueles situados nas cidades sagradas de Meca e Medina.

Esses locais "estão expostos a ataques", advertiu Yahya Saree na rede social X.

A dimensão dos ataques contra Riade nos últimos dias é inédita desde o início, em 2014, da guerra no Iêmen, que opõe os houthis às forças governamentais, apoiadas militarmente por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita desde 2015.

O porta-voz da coalizão, general Turki Al-Malki, informou, na tarde de domingo, sobre um "ataque com um projétil não identificado contra o terminal de passageiros número 4 do Aeroporto Internacional Rei Khalid", onde foi registrado um incêndio.

Ele também anunciou a interceptação de um "míssil de cruzeiro nas imediações do aeroporto".

Ataques durante a semana 

Os combatentes houthis, já haviam reivindicado, na quarta e na quinta-feira, ataques contra o aeroporto de Riade que deixaram seis mortos no total.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atribuiu aos houthis o ataque de sábado, classificando-o como um "crime de guerra" ao qual responderá "com firmeza". Uma fonte diplomática também atribuiu a ação a um míssil houthi.

O ataque de sábado foi o que deixou o maior número de vítimas no reino desde agosto de 2015. Neste ano, um atentado suicida do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) matou 15 pessoas.

A comunidade internacional condenou a ofensiva contra uma infraestrutura civil. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou o que chamou de "ataque terrorista horrível".

"O que aconteceu (...) não é aceitável", declarou Donald Trump no sábado. Ele afirmou que analisaria uma possível participação americana nas operações militares contra os houthis e que conversaria com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que governa o reino.

Até então, os Estados Unidos não haviam atendido a vários pedidos de apoio feitos pela Arábia Saudita.

A ONU, além de França, Reino Unido, Alemanha, Catar, Jordânia, Rússia, Iraque e Paquistão, condenou o ataque ao aeroporto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o episódio como uma "escalada perigosa".

Apesar das divergências diplomáticas com Riade, especialmente em relação ao Iêmen, os Emirados Árabes Unidos expressaram solidariedade ao reino e manifestaram seu "apoio a todas as medidas destinadas a preservar" a segurança do país.

Aeroporto paralisado

As autoridades sauditas contabilizaram 12 mortos e 309 feridos no aeroporto após o ataque de sábado. No entanto, o número de vítimas pode ser maior, segundo um diplomata ocidental baseado em Riade, ouvido pela AFP.

De acordo com as autoridades, entre os mortos estão "quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses, um americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestino e um sudanês".

Após o ataque de sábado, o aeroporto King Khalid permaneceria fechado neste domingo.

"As operações estão suspensas até segunda ordem", declarou uma das fontes, acrescentando que o radar e os equipamentos de comunicação foram danificados e que as condições das pistas ainda precisavam ser avaliadas.

Várias embaixadas estrangeiras recomendaram a seus funcionários que evitassem o aeroporto de Riade durante uma semana.

No Iêmen, as hostilidades continuam após a ofensiva relâmpago lançada pelos houthis em setembro. O movimento assumiu o controle do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, desencadeando uma contraofensiva das forças governamentais.

Neste domingo, os houthis relataram dois ataques sauditas contra a província de Sanaa, capital controlada pelo movimento.

Fontes militares ligadas ao governo iemenita afirmaram, no sábado, que as forças governamentais haviam avançado nos arredores do estreito, mas não conseguiram assegurar seu controle.

Um representante houthi afirmou que o movimento ainda controlava a ilha de Mayyoun, situada no centro dessa passagem marítima, que ganhou importância desde que Teerã passou a restringir a navegação no estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra