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Ao menos 139 imigrantes morrem após naufrágio de barco que ia de Djibuti ao Iêmen, diz ONU

11 out 2026 - 13h32
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Resumo
Pelo menos 139 imigrantes, incluindo 15 crianças, morreram e cerca de 84 estão desaparecidos após o naufrágio de um barco com mais de 300 pessoas na costa de Djibuti, entre 8 e 9 de outubro. A embarcação seguia rumo ao Iêmen, rota usada por migrantes que buscam chegar aos países ricos do Golfo em busca de oportunidades econômicas. Apenas 82 pessoas sobreviveram à tragédia, e operações locais de busca continuam com apoio da Organização Internacional para as Migrações.

Pelo menos 139 imigrantes, ‌incluindo pelo menos 15 crianças, morreram e cerca de 84 estavam desaparecidos depois que um barco que transportava mais de 300 pessoas virou enquanto navegava de Djibuti para o Iêmen, informou no domingo a Organização Internacional ⁠para as Migrações (OIM), das Nações Unidas.

O barco, que transportava ‌305 pessoas, virou perto de Guhere, ao norte de Obock — uma cidade portuária em Djibuti — durante a ‌noite de 8 para 9 ‌de outubro, informou a OIM, citando relatos de ⁠sobreviventes.

Cerca de 82 pessoas sobreviveram ao naufrágio, segundo o comunicado. Um porta-voz do governo etíope não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

Fotografias compartilhadas pela agência da ONU mostraram sandálias e tênis gastos levados pela maré até ‌a praia.

"Nossas equipes estão no local, em conjunto com ‌as autoridades locais, ⁠para prestar ⁠assistência de emergência", disse Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM ⁠em Djibuti.

"Essa tragédia ‌é um forte lembrete ‌dos perigos enfrentados pelos imigrantes ao longo desse corredor imigratório enquanto buscam oportunidades econômicas", declarou Coissac.

As autoridades de Djibuti continuam as operações de busca e ⁠resgate, informou o comunicado da OIM, acrescentando que as autoridades locais também estão prestando atendimento médico aos sobreviventes e providenciando o enterro dos falecidos.

O governo de Djibuti não pôde ser ‌contatado imediatamente para comentar o caso.

Os imigrantes seguiam para o Iêmen, com a esperança de, eventualmente, chegar aos ⁠países mais ricos do Golfo, mesmo enquanto os próprios cidadãos iemenitas fogem de seu país, que está passando pela mais grave escalada nos combates entre as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis apoiados pelo Irã desde a trégua mediada pela ONU em 2022.

"Apesar da violência no Iêmen, os imigrantes continuam a empreender essas viagens perigosas na esperança de chegar aos países do Golfo", afirmou o comunicado da OIM.

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