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Após 40 anos, neofascista é condenado por massacre em Bolonha

Gilberto Cavallini foi sentenciado à prisão perpétua

9 jan 2020 - 14h38
(atualizado às 14h54)
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A Corte de Apelação de Bolonha condenou nesta quinta-feira (9) o ex-terrorista neofascista Gilberto Cavallini à prisão perpétua por envolvimento em um atentado que matou 85 pessoas na cidade em 2 de agosto de 1980.

A sentença foi anunciada após seis horas e meia de deliberações dos juízes a portas fechadas. "A decisão não apaga os 85 mortos e os 200 feridos, mas faz justiça aos familiares das vítimas", disse Anna Pizzirana, representante dos parentes dos falecidos no ataque.

Já a defesa de Cavallini prometeu recorrer à Corte de Cassação, tribunal supremo da Itália. "Estamos apenas no início", afirmou o advogado Alessandro Pellegrini.

O ex-terrorista foi condenado por ter ajudado Valerio Fioravanti, Francesca Mambro e Luigi Ciavardini, autores materiais do atentado, ao tê-los hospedado em sua casa antes do massacre e ao ter fornecido um carro e documentos falsos ao grupo.

Cavallini pertencia à organização Núcleos Armados Revolucionários (NAR), ativa entre o fim dos anos 1970 e o início da década de 1980. O atentado na estação central de Bolonha foi o mais mortal na história republicana da Itália.

O réu já havia sido condenado a diversas penas de prisão perpétua por formação de grupo armado e homicídios e atualmente cumpre suas sentenças em regime semiaberto provisório. "Eu me arrependi daquilo que fiz, mas não posso me arrepender daquilo que não fiz", disse Cavallini antes da leitura da sentença, alegando sua inocência no massacre de Bolonha.

Ansa - Brasil
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