Após 12 anos, Itália encerra presença militar no Iraque
Roma mantinha tropas no país para combater o Estado Islâmico
A Itália concluiu a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando 12 anos de presença militar iniciada em 2014 no combate ao Estado Islâmico. A medida cumpre o prazo de 30 de setembro acordado com Bagdá, após ataques de drones iranianos contra bases ocidentais em março. Segundo o ministro da Defesa, Guido Crosetto, as missões dos EUA e da Otan seguirão com outros países, mantendo-se apenas dois policiais italianos via União Europeia, sem prejuízo a futuras cooperações com a nação árabe.
A Itália concluiu nesta terça-feira (29) a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar que já durava 12 anos.
A decisão havia sido tomada em março passado, na esteira dos ataques iranianos contra bases americanas no Oriente Médio, em represália pela guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.
Na ocasião, uma instalação italiana dentro de um complexo de forças ocidentais em Camp Singara, no Curdistão, foi atingida por um drone atribuído a milícias pró-Teerã.
"Com o retorno do último contingente militar envolvido na recuperação e transferência de materiais logísticos, a presença de nossas Forças Armadas no Iraque chega ao fim hoje", disse, em nota, o ministro italiano da Defesa, Guido Crosetto.
Segundo ele, a operação "Inherent Resolve" ("Resolução Inerente"), liderada pelos EUA para combater o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), e a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Iraque continuarão sendo operadas "por outros países".
"Conforme acordado com as autoridades de Bagdá, as Forças Armadas italianas ? juntamente com as de outros países da coalizão [anti-EI] e da Otan ? deixaram o território iraquiano dentro do prazo de 30 de setembro", acrescentou Crosetto.
A Itália mantinha militares no Iraque desde 2014, no âmbito da coalizão para enfrentar o Estado Islâmico. Dois policiais seguem no país como parte de uma missão da União Europeia para assessorar e fortalecer as forças de segurança locais.
"Chega ao fim um compromisso de 12 anos, durante o qual milhares de nossos militares serviram no Iraque, contribuindo para o combate ao Daesh [outro acrônimo para o EI], para a segurança do país e para o treinamento das Forças Armadas iraquianas e das forças de segurança do Curdistão iraquiano. No entanto, a retirada não significa o fim de nossa relação com essa importante nação amiga nem impede futuras formas de colaboração e cooperação", declarou o ministro da Defesa.
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