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Após 12 anos, Itália encerra presença militar no Iraque

Roma mantinha tropas no país para combater o Estado Islâmico

29 set 2026 - 11h01
(atualizado às 11h28)
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Resumo
A Itália concluiu a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando 12 anos de presença militar iniciada em 2014 no combate ao Estado Islâmico. A medida cumpre o prazo de 30 de setembro acordado com Bagdá, após ataques de drones iranianos contra bases ocidentais em março. Segundo o ministro da Defesa, Guido Crosetto, as missões dos EUA e da Otan seguirão com outros países, mantendo-se apenas dois policiais italianos via União Europeia, sem prejuízo a futuras cooperações com a nação árabe.

A Itália concluiu nesta terça-feira (29) a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar que já durava 12 anos.

Tropas italianas no Iraque, em julho de 2024
Tropas italianas no Iraque, em julho de 2024
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão havia sido tomada em março passado, na esteira dos ataques iranianos contra bases americanas no Oriente Médio, em represália pela guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.

Na ocasião, uma instalação italiana dentro de um complexo de forças ocidentais em Camp Singara, no Curdistão, foi atingida por um drone atribuído a milícias pró-Teerã.

"Com o retorno do último contingente militar envolvido na recuperação e transferência de materiais logísticos, a presença de nossas Forças Armadas no Iraque chega ao fim hoje", disse, em nota, o ministro italiano da Defesa, Guido Crosetto.

Segundo ele, a operação "Inherent Resolve" ("Resolução Inerente"), liderada pelos EUA para combater o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), e a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Iraque continuarão sendo operadas "por outros países".

"Conforme acordado com as autoridades de Bagdá, as Forças Armadas italianas ? juntamente com as de outros países da coalizão [anti-EI] e da Otan ? deixaram o território iraquiano dentro do prazo de 30 de setembro", acrescentou Crosetto.

A Itália mantinha militares no Iraque desde 2014, no âmbito da coalizão para enfrentar o Estado Islâmico. Dois policiais seguem no país como parte de uma missão da União Europeia para assessorar e fortalecer as forças de segurança locais.

"Chega ao fim um compromisso de 12 anos, durante o qual milhares de nossos militares serviram no Iraque, contribuindo para o combate ao Daesh [outro acrônimo para o EI], para a segurança do país e para o treinamento das Forças Armadas iraquianas e das forças de segurança do Curdistão iraquiano. No entanto, a retirada não significa o fim de nossa relação com essa importante nação amiga nem impede futuras formas de colaboração e cooperação", declarou o ministro da Defesa.

Ansa - Brasil
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