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Mundo vive pior crise de refugiados desde 2ª Guerra, diz ONG

Anistia pediu ação concreta contra crise

15 jun 2015
15h26
atualizado às 15h32
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Refugiado curdo posa para foto ao entardecer no campo de Quru Gusik, em imagem do dina 27 de agosto
Refugiado curdo posa para foto ao entardecer no campo de Quru Gusik, em imagem do dina 27 de agosto
Foto: AFP

A ONG Anistia Internacional (AI) afirmou nesta segunda-feira (15) que o mundo está vivendo a "mais grave crise de refugiados" desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em um relatório divulgado hoje por ocasião do Dia Mundial do Refugiado (celebrado em 20 de junho), a organização denunciou o fracasso da comunidade internacional e pediu mais cooperação aos Estados para lidar com o problema, com a criação de um fundo e um compromisso coletivo de receber um milhão de refugiados nos próximos quatro anos.

Para a entidade, as respostas atuais são insuficientes e "condenam à morte milhares de pessoas", ressaltou o secretário-geral da AI, Salil Shetty. "Precisamos de uma reforma radical das políticas e práticas para criar uma estratégia global coerente", acrescentou.

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De acordo com a ONG, atualmente há 50 milhões de pessoas deslocadas forçadamente no mundo, sendo que apenas 16 milhões delas são reconhecidas como refugiadas. O secretário-geral comentou que as piores situações estão sendo registradas na Síria, onde ocorre uma guerra civil, na África Subsaariana, no sudeste asiático e no Mar Mediterrâneo. A denúncia da AI vem em um momento em que a Itália tenta fazer a União Europeia reformular suas políticas de imigração e inserir o conceito de "responsabilidade compartilhada".

Uma das principais portas de entrada para imigrantes no continente, a Itália recebe diariamente centenas de embarcações ilegais e é palco de dezenas de naufrágios. Entre as propostas de Roma contra a crise imigratória, está a realocação de estrangeiros e a distribuição deles por outros países da UE. Nos dias 25 e 26, o Conselho Europeu discutirá o tema. 

Refugiados agradecem abrigo no Brasil em videoclipe gravado em SP
Fonte: Ansa Brasil
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