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Anistia Internacional diz que Exército nigeriano prende garotas que escapam do Boko Haram

10 jun 2024 - 16h51
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A Anistia Internacional acusou nesta segunda-feira o Exército nigeriano de deter ilegalmente meninas e jovens mulheres que escaparam do cativeiro do Boko Haram porque os militares acreditam que elas apoiam o grupo rebelde islâmico. 

Em um comunicado, o Exército negou as acusações que, segundo o grupo de direitos humanos, foram baseadas em 126 entrevistas feitas de 2019 a 2024 com ex-prisioneiras.

Trinta e uma delas disseram ter sido mantidas ilegalmente em quartéis militares por períodos de vários dias a quase quatro anos entre 2015 e meados de 2023, geralmente por uma associação real ou presumida com o Boko Haram, segundo relatório da Anistia Internacional. 

O Boko Haram trava uma rebelião armada na região nordeste da Nigéria, que, segundo a ONU, matou mais de 35.000 pessoas. Com reputação de brutalidade, o grupo foi acusado de tortura, estupro, casamento forçado e sequestro. O incidente mais famoso foi o sequestro de 300 garotas de Chibok em 2014. 

Desde então, mais garotas foram levadas e muitas viveram durante anos com combatentes do Boko Haram. Algumas escaparam. 

"O governo nigeriano não conseguiu cumprir suas obrigações de direitos humanos de proteger e apoiar adequadamente essas garotas e jovens", disse Samira Daoud, diretora regional da Anistia Internacional para a África Ocidental e Central, no relatório. 

O porta-voz de Defesa, major-geral Edward Buba, disse que o Exército respeita os direitos humanos e cumpre leis humanitárias. 

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