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Trump sobre megafusão entre Paramount e Warner: "vai ser uma ótima empresa"

Depois que a Suprema Corte rejeitou uma tentativa de última hora de bloquear o negócio que deu origem à Skydance, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a fusão.

7 out 2026 - 07h08
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Resumo
Donald Trump elogiou a fusão entre Paramount e Warner, avaliada em US$ 110 bilhões, que cria um gigante de mídia liderado por David Ellison, da Skydance. O negócio, liberado após a Suprema Corte rejeitar o bloqueio emergencial pedido por consumidores, unifica estúdios, serviços de streaming e as redes CNN e CBS News. A nova companhia nasce com US$ 80 bilhões em dívidas e o compromisso de garantir independência editorial às emissoras, além de manter investimentos no cinema americano.

Patrícia Vasconcellos, de Washington, especial para a RFI

Um painel publicitário exibindo os logotipos da Skydance, da Warner Bros. e da Paramount nos escritórios da Paramount Global na Times Square, após a fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery, em Nova York, nos Estados Unidos, em 6 de outubro de 2026.
Um painel publicitário exibindo os logotipos da Skydance, da Warner Bros. e da Paramount nos escritórios da Paramount Global na Times Square, após a fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery, em Nova York, nos Estados Unidos, em 6 de outubro de 2026.
Foto: © Brendan McDermid / Reuters / RFI

Questionado na Casa Branca sobre a conclusão da operação, Trump disse que estava sendo informado naquele momento sobre o desfecho na Suprema Corte e a liberação para a finalização do negócio. "Você está me dizendo isso agora. Estou feliz. Vai ser uma ótima empresa, com pessoas fantásticas", afirmou Trump.

Avaliado em cerca de US$ 110 bilhões, o negócio cria um dos maiores conglomerados de mídia e entretenimento dos Estados Unidos.Sob o comando da Skydance ficam os históricos estúdios Paramount Pictures e Warner Bros., responsáveis por algumas das maiores produções de Hollywood. O grupo também reúne os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max, canais de televisão por assinatura e duas das principais redes de notícias americanas: CNN e CBS News.

À frente do novo conglomerado está David Ellison, fundador da Skydance e filho do bilionário Larry Ellison, cofundador da gigante de tecnologia Oracle. Larry Ellison é apoiador e aliado de Trump e teve papel financeiro importante na operação. A proximidade da família Ellison com o presidente aumentou a atenção sobre o futuro das duas redes de notícias.

Na terça-feira, 6, David Ellison afirmou que CNN e CBS News terão "completa" independência editorial e disse que a direção da companhia não vai interferir na cobertura jornalística. Ele também afirmou que não discutiu conteúdo de notícias com Trump ou com líderes de outros partidos.

Trump, por sua vez, já havia afirmado que não interferiria na disputa pela Warner. Em fevereiro, quando Paramount e Netflix ainda competiam pelo controle da empresa, o presidente disse que deixaria a análise do negócio a cargo do Departamento de Justiça. A nova companhia começa com um desafio financeiro significativo: cerca de US$ 80 bilhões em dívidas.

Suprema Corte rejeita tentativa de bloquear negócio

A conclusão da fusão ocorreu depois que a Suprema Corte rejeitou um pedido emergencial apresentado por cinco consumidores que tentavam suspender a operação, sob o argumento de que a concentração poderia prejudicar a concorrência.A decisão não significa que a mais alta corte americana tenha julgado o mérito da fusão ou declarado o negócio legal. A tentativa era impedir que a transação fosse concluída enquanto a disputa judicial continuava.

Sem o bloqueio, as empresas puderam finalizar a operação e o processo dos consumidores segue nas instâncias inferiores.A fusão também havia sido contestada por uma coalizão de 12 estados americanos com base nas leis antitruste. A disputa terminou em acordo. Entre as condições aceitas pela Paramount estão o compromisso de lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas americanos durante os próximos cinco anos e ampliar em US$ 300 milhões anuais os investimentos em produções nos Estados Unidos.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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