Barcos de pesca ficaram afundados, em Riquelme Cove, Iquique, no norte do Chile, após o forte terremoto de 8,2 graus de magnitude que atingiu a região em 1 de abril
Foto: AFP
Milhares de chilenos retornavam nesta quarta-feira para suas casas na região norte do Chile, depois de abandonarem as residências na terça-feira à noite em consequência do alerta de tsunami declarado após o terremoto de 8,2 grau na escala de Richter, que provocou seis mortes.
O alerta de tsunami foi cancelado durante a manhã em todo o país, anunciou o ministro chileno do Interior, Rodrigo Peñalillo.
Em Iquique, a cidade mais próxima do epicentro do tremor, e na localidade de Alto Hospicio quatro homens e duas mulheres faleceram.
No sul do Peru, nove pessoas ficaram feridas e algumas casas foram danificadas.
Mais de 900.000 pessoas haviam abandonado suas casas nas costas do Chile, de 4.329 quilômetros de extensão.
Em Iquique era possível observar casas sem telhados, janelas quebradas e estantes e mercadorias no chão nas lojas.
O terremoto provocou danos na torre de controle do aeroporto Iquique e os voos para as três capitais do norte, Antofagasta, Iquique e Arica, foram cancelados. Também foram registrados acidentes na estrada que liga Iquique ao resto do país e cortes de luz em Arica.
Mas os serviços básicos de comunicação e água potável não sofreram danos.
Em pronunciamento após o terremoto, Michelle Bachelet disse que viajará para áreas afetadas na manhã desta quarta-feira
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Idosa é evacuada de abrigo na cidade de Antofagasta, no norte do país
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Grupo se reúne antes de iniciar evacuação para regiões mais altas da cidade de Iquique
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Terremoto deixou moradores de Iquique assustados
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Moradores se deslocam para o topo de edifício de Iquique durante evacuação provocada pelo alerta de tsunami
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Restaurante pega fogo em Iquique com forte terremoto
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Bombeiros tiveram trabalho para conter as chamas em restaurante
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Autoridades evacuam moradores de Iquique para estádio local
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Famílias aguardam informações e contatam parentes
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Moradores de Iquique são evacuados das suas casas
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Governo chileno pediu para que moradores de Iquique deixem suas casas a pé
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Em Antofagasta, moradores aguardam na rua pela orientação das autoridades
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Outros países tvizinhos ambém tiveram alerta de tsunami. Ruas na baía Costa Verde, no Peru, ficaram vazias após um alerta de tsunami, em Lima, em 1 de abril
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Moradores se reúnem na rua, em Antofagasta, depois do alerta de tsunami que emitido após o forte terremoto de 8,2 graus de magnitude que atingiu a costa do Pacífico no Chile, na noite desta terça-feira, 1 de abril
Foto: AFP
Um restaurante pegou fogo após o terremoto que atingiu Iquique, no Chile, na noite de terça-feira, 1 de abril
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Idosa é evacuada de um abrigo após o alerta de tsunami na cidade de Antofagasta, ao norte de Santiago, no Chile
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Moradores levam seus pertences para zonas mais altas após o alerta de tsunami na cidade de Talcahuano, ao sul de Santiago, na costa do Chile
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Embarcações do Porto Riquelme também foram atingidas pelos tremores de 8.2 graus da noite de terça-feira, 1 de março
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Equipe de resgate se prepara para entrar em ação na cidade de Iquique, após um terremoto de 8.2 graus ter atingido o Chile na noite de 1 de março
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O terremoto de 8.2 graus da escala Richter que atingiu o Chile derrubou muros de casa das regiões de Arica e Parinacota e Tarapacá
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Soldados fazem guarda fora de supermercado de Iquique para evitar saques após terremoto
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Soldado faz segurança de posto de gasolina horas depois da cidade portuária de Iquique ser atingida por forte tremor na noirte de terça-feira, 1 de abril
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Veículos transitam por rua inundada em Iquique após terremoto de 8.2 graus atingir o norte do Chile
Foto: EFE
Moradores de Iquique deixam as suas casas logo após o terremoto nessa quarta-feira
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Moradores se dirigem para uma zona segura depois do terremoto de 7,6 graus que atingiu o Chile na noite dessa quarta
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Assim como ocorreu na noite anterior, terremoto provocou alerta de tsunami e evacuação dos moradores
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Moradores de Iquique se reúnem em zona segura após forte terremoto
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Dezenas de pessoas passaram a noite de 2 de abril em um campo de futebol de Arica após um novo terremoto atingir a região norte do Chile
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Um novo terremoto voltou a atingir o norte do Chile na noite de 2 de abril. Pessoas tiveram de deixar suas casas e buscar refúgios em locais improvisados
Foto: AP
Presidente Michelle Bachelet chega ao Escritório Nacional de Emergência depois de um novo terremoto ser sentido no norte do Chile na noite de 2 de abril
Foto: AP
Chilenos aguardam fora de hospital de Arica, no Chile, na manhã de 3 de abril. Um terremoto de magnitude 7.6 atingiu a costa norte chilena na noite anterior
Foto: AP
Um grupo de pessoas se prepara para passar a noite de 2 de abril em uma área alta da região costeira de Arica. Centenas de chilenos receberam ordens de deixar suas casas no litoral após um novo terremoto, de 7.6 graus, ser sentido no Chile
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Chilenos se abrigam em áreas altas da região costeira de Arica após as autoridades gerarem um novo alerta de tsunami na noite de 2 de abril
Foto: EFE
Família da cidade portuária de Iquique deixa sua casa para buscar refúgio em uma região alta da cidade. O norte do Chile voltou a ser atingido por terremoto na noite de 2 e abril
Foto: EFE
O terremoto que atingiu o Chile em 2 de abril causou destruição em alguns pontos da cidade portuária de Iquique. Na foto, carros ficam presos entre escombros
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O novo terremoto, de 7.6 graus, sentido em 2 de abril, causou prejuízos em parte da cidade de Iquique
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Chilenos fazem fila para comprar mantimentos após um terremoto e um pequeno tsunami atingirem Iquique na noite de 2 de abril
Foto: Reuters
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No porto da cidade, quase 80 embarcações ficaram avariadas e outras foram arrastadas.
O mar avançou quase 200 metros, segundo o governo de Iquique, e inundou avenidas.
A presidente chilena, Michelle Bachelet, declarou a região "zona de catástrofe" e viajou durante a manhã para as cidades para constatar os danos e supervisionar as medidas de ajuda.
O tremor - às 20H46 (mesmo horário de Brasília) e duração de dois minutos - afetou as regiões chilenas de Arica, Iquique e Antofagasta, 1.800 km ao norte de Santiago.
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O epicentro do terremoto foi localizado no mar, 89 km ao sudoeste de Cuya, em Iquique, com uma profundidade de 38,9 km, segundo o Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile.
Durante a noite de terça-feira Peru, Equador e Honduras emitiram alertas de tsunami.
A estatal chilena Codelco, a maior produtora mundial de cobre, informou que retirou os funcionários de parte das instalações costeiras, mas até o momento nenhuma unidade sofreu danos.
Bachelet adotou imediatamente desta vez a decisão de decretar zona de catástrofe e enviar as Forças Armadas para a região afetada, com o objetivo de manter a ordem e a segurança, e evitar assim possíveis saques, como aconteceu depois do terremoto de 2010.
Naquele ano, o Chile sofreu um terremoto de 8,8 graus de magnitude seguido por um tsunami no centro-sul do país. A tragédia deixou mais de 500 mortos e provocou danos de 30 bilhões de dólares, além de cenas de caos, com vários dias de saque.
<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/mundo/maiores-terremotos-do-seculo/" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/maiores-terremotos-do-seculo/">veja o infográfico</a>
Na época, o governo de Bachelet, que encerrava o primeiro mandato como presidente, descartou um alerta de tsunami por informações técnicas equivocadas. Muitas pessoas retornaram para suas casas e faleceram arrastadas pelas ondas.
Até agora foram registrados 17 tremores secundários e as autoridades advertiram para a possibilidade de novos fenômenos nos próximos dias.
O Chile é um dos países com mais atividade sísmica no mundo. Há vários anos os sismólogos advertiam sobre um eventual terremoto na região norte do país, pelo acúmulo de energia durante muito tempo.
Nas últimas semanas vários tremores haviam sido registrados na região.
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