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Agentes impedem que centenas de migrantes irregulares entrem em Ceuta, diz mídia

Adesão foi muito menor em relação à onda massiva de julho

15 ago 2026 - 10h39
(atualizado às 11h06)
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As forças de segurança marroquinas impediram neste sábado (15) que centenas de migrantes entrassem de forma irregular no exclave espanhol de Ceuta, no Marrocos. O número é muito inferior aos milhares de deslocados que se dirigiram para a cidade autônoma no final de julho.

Agentes controlaram tentativa de entrada irregular em Ceuta neste sábado
Agentes controlaram tentativa de entrada irregular em Ceuta neste sábado
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Fontes de segurança em Rabat, citadas pela agência Efe, informaram que o grupo estava escondido em uma área montanhosa próxima ao município de Fnideq, situado a sudoeste de Ceuta.

Os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os migrantes, sem deixar nenhum ferido. De acordo com a reportagem, a situação foi controlada.

Um alerta lançado nas redes sociais previa uma nova tentativa de ingresso em massa de migrantes em Ceuta neste sábado, mas teve bem menos adesões em relação ao mês passado.

A primeira onda de migração em massa ocorreu entre 30 e 31 de julho, quando cerca de 80 mil pessoas entraram ilegalmente no exclave. As autoridades espanholas avaliam que os grupos do Facebook usados para promover entradas em Ceuta perderam cerca de 290 mil membros em relação ao 1 milhão de usuários que acompanharam a convocação inicial.

Segundo estimativas das forças de segurança, cerca de 5 mil migrantes em situação irregular ainda permanecem em Ceuta, enquanto se registra uma média de 200 retornos voluntários ao Marrocos por dia.

Mas a estimativa do prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, é de entre 8 mil e 12 mil o número de pessoas que permanecem de forma irregular na cidade.

Madri afirma que mais de 70 mil migrantes já foram repatriados para o Marrocos e que nenhum dos que participaram da entrada em massa no exclave conseguiu acessar o Espaço Schengen, área de livre circulação na Europa.

A crise em Ceuta levou a uma tensão diplomática com a Itália: temendo que deslocados internacionais que entraram em Ceuta chegassem até o território italiano - embora a cidade não faça parte do Acordo de Schengen -, o governo de Giorgia Meloni impôs o controle de fronteiras temporário a viajantes vindos da Espanha. Em retaliação, a gestão de Pedro Sánchez fez o mesmo em 8 de agosto. 

Ansa - Brasil
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