MPRS pede suspensão de direitos políticos e devolução de verbas de ex-prefeito no RS
Ação de improbidade administrativa aponta esquema de arrecadação ilícita entre 2017 e 2024 envolvendo outros seis investigados.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Bagé e mais seis pessoas. A peça acusatória, protocolada no Poder Judiciário, detalha um esquema de desvio e apropriação de recursos públicos estruturado dentro da gestão municipal para atender a interesses privados.
De acordo com as apurações do inquérito civil do MPRS, durante os dois mandatos do ex-gestor — no período entre 2017 e 2024 —, servidores comissionados e ocupantes de funções gratificadas foram pressionados a repassar parte de seus vencimentos. A cobrança era disfarçada como contribuição partidária e funcionava como exigência para a nomeação, permanência nos cargos ou manutenção de benefícios funcionais.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Coactum, revelaram que os valores arrecadados não eram registrados na contabilidade oficial do partido beneficiado nem informados à Justiça Eleitoral. O grupo mantinha uma espécie de caixa paralelo, e os recursos eram utilizados em espécie para quitar despesas de ordem pessoal e familiar do ex-prefeito.
Diante dos fatos, o MPRS requer o reconhecimento do enriquecimento ilícito, a devolução integral dos montantes obtidos de forma irregular, a perda de eventuais funções públicas e a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos. O processo aguarda análise judicial, sendo garantidos aos réus o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
MPRS.
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