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Moraes autoriza visitas de filhos e familiares a Bolsonaro em prisão domiciliar

6 ago 2025 - 12h18
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (6), que Jair Bolsonaro (PL) receba em casa visitas de filhos, netos e cunhadas, mesmo estando em prisão domiciliar. A decisão suspende a exigência de autorização prévia do STF para encontros com familiares, que havia sido imposta no início da semana.

O ex
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Foto: presidente Jair Bolsonaro com os filhos, Flavio, Carlos, Eduardo e Renan - @BolsonaroSP no Twitter / Perfil Brasil

A flexibilização ocorreu dois dias após Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente. A medida foi motivada pelo uso de perfis de aliados — especialmente os dos filhos parlamentares — para a divulgação de conteúdos considerados ofensivos ao Supremo e favoráveis à intervenção estrangeira no Judiciário.

Por que a prisão domiciliar foi determinada?

Na avaliação do relator do inquérito, Bolsonaro descumpriu decisão anterior da Corte ao continuar se manifestando publicamente por meio de terceiros. O STF havia proibido o ex-presidente de utilizar redes sociais, mesmo que indiretamente.

Em um dos episódios, um vídeo de Bolsonaro enviado a apoiadores foi publicado no domingo (3), no perfil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A gravação, exibida durante um ato no Rio de Janeiro, foi retirada do ar algumas horas depois.

"O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, na rede social Instagram, com a finalidade de omitir a transgressão legal", escreveu o ministro em sua decisão.

A gravação foi interpretada como uma tentativa de burlar a restrição imposta pelo Supremo em julho, que proíbe Bolsonaro de se comunicar por redes sociais direta ou indiretamente.

Parlamentares da oposição protestaram contra a prisão domiciliar. Eles passaram a noite de terça, 5, para quarta-feira, 6, no plenário da Câmara dos Deputados, onde permaneceram também durante o dia. Os atos se estenderam ao Senado.

Os manifestantes afirmam que a prisão do ex-presidente representa um ataque às liberdades individuais e dizem que recorrerão a instâncias internacionais.

Perfil Brasil
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