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Montenegro sedia a primeira missa inclusiva do RS voltada ao acolhimento de famílias atípicas

Celebração na Paróquia Sagrado Coração de Jesus adotou som reduzido, luzes suaves, intérprete de Libras e liberdade de circulação contra o estigma social

14 set 2026 - 11h28
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Resumo
A Diocese de Montenegro sediou a primeira missa inclusiva do Rio Grande do Sul, voltada ao acolhimento de famílias atípicas. Realizada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, a celebração contou com som reduzido, iluminação branda, intérprete de Libras e liberdade de circulação para os fiéis. A iniciativa busca eliminar o medo de julgamentos e evitar o isolamento de pessoas com sensibilidade sensorial, garantindo um espaço de plena integração e convivência comunitária para essas famílias.

A Diocese de Montenegro realizou, neste domingo (13), a primeira missa inclusiva do Rio Grande do Sul na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. A celebração foi inteiramente planejada para integrar pessoas atípicas e seus familiares, promovendo um ambiente adaptado para minimizar estímulos sensoriais e eliminar o receio do julgamento social frequente em celebrações religiosas convencionais.

Foto: Reprodução / RBS TV / Porto Alegre 24 horas

Para acolher fiéis com sensibilidade auditiva, visual ou tátil, a estrutura da paróquia operou com volume do sistema de som rebaixado e iluminação branda. O rito religioso contou com a atuação de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e garantiu autonomia para que crianças e adultos pudessem se levantar, caminhar pelas naves do templo e circular livremente pelos corredores durante toda a cerimônia.

O vigário paroquial Oséias Dreyer destacou que o propósito da iniciativa é consolidar a igreja como um espaço de acolhimento irrestrito, onde famílias não precisem se isolar por constrangimento ou medo de reprovação alheia diante de comportamentos atípicos. Pais e responsáveis relataram que a proposta permitiu a aproximação gradual de crianças que normalmente não toleram ambientes com sobrecarga sensorial, possibilitando a participação de famílias que antes se sentiam afastadas da convivência comunitária.

Porto Alegre 24 horas
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