Ministro italiano do Exterior diz ter sido alvo de hackers pró-Rússia
O ministro do Exterior italiano, Antonio Tajani, denunciou o vazamento de seus dados pessoais na darkweb por hackers pró-Rússia, que também estariam pagando por novas informações sobre sua família. A ação é vista como retaliação ao apoio da Itália à Ucrânia, sob a gestão de Giorgia Meloni. Tajani declarou que não se deixará intimidar, em meio a uma onda de ataques híbridos crescentes na Europa, atribuídos a Moscou, que incluem sabotagens, ameaças de bomba e invasões cibernéticas.
Antonio Tajani afirma ter tido dados pessoais expostos na darkweb em retaliação por apoio do governo da premiê Giorgia Meloni à Ucrânia. Europa tem registrado cada vez mais ataques híbridos.O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse neste sábado (07/11) ter tido dados pessoais roubados e expostos na internet por hackers pró-Rússia, em retaliação pelo apoio do governo da premiê Giorgia Meloni à Ucrânia.
A notícia surge após uma série de ameaças de bomba que levaram à suspensão de voos em toda a União Europeia.
Em uma mensagem publicada na rede social X, Tajani, que também é vice-primeiro-ministro da Itália, afirmou que os criminosos estavam "dispostos a pagar por outras informações sobre mim e meus entes queridos".
"Há dias, criminosos cibernéticos vêm divulgando meus dados pessoais na darkweb e buscando outras informações, expondo, de fato, a mim e à minha família a novas ameaças e intimidações", disse.
O ministro não especificou que tipo de informação foi compartilhada, mas sugeriu que a atividade criminosa contra ele ainda está em andamento.
"Não me deixarei intimidar de forma alguma", declarou. "Continuarei trabalhando para defender meu ministério e a Itália, e fortalecerei ainda mais os laços e a cooperação para que possamos nos proteger juntos."
Prints citados pela agência de notícias Reuters mostram a foto de Tajani numa lista de 18 "cidadãos hostis à Federação Russa", incluindo especialistas em cibersegurança.
Itália é um dos principais aliados da Ucrânia
Meloni, que é uma das principais apoiadoras da Ucrânia dentre líderes de potências do Ocidente, solidarizou-se com Tajani e disse que a venda de dados confidenciais relacionados a agentes públicos era "uma questão de extrema preocupação que deve ser enfrentada com a máxima determinação".
A Itália, assim como outros países-membros da União Europeia e da Otan, tem fornecido ajuda humanitária e militar a Kiev ao longo dos quase cinco anos de invasão russa.
Ataques híbridos à Europa crescem
As acusações de envolvimento russo no ataque contra Tajani surgem em um momento em que a Europa enfrenta um número crescente de supostos "ataques híbridos" atribuídos ao Kremlin. Moscou tem negado veementemente todas as acusações.
Os episódios mais recentes incluem incursões de drones e atos de sabotagem em territórios da Otan, ciberataques a cadeias de abastecimento de alimentos e bancos de sangue e, nesta semana, ameaças de bomba contra veículos de comunicação e voos no bloco europeu.
ra (AFP, AP, Reuters)
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