Michelle Bolsonaro pode ser vice de Flávio na corrida à Presidência? Veja o que diz Valdemar Costa Neto
Entenda por que a escolha do vice é tratada como o "fator decisivo" para atrair o voto feminino e veja se Michelle Bolsonaro está fora dos planos para a chapa
Durante um evento promovido pelo grupo LIDE, liderado pelo ex-governador João Doria, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, abriu o jogo sobre as estratégias da sigla para o pleito de 2026. Em uma análise franca sobre a composição da chapa, o dirigente revelou que a ex-ministra Tereza Cristina não deve ocupar o posto de vice-presidente, ao lado de Flávio Bolsonaro.
"A Teresa Cristina falou para mim a semana passada que não que não pretende ser vice, que ela tem um projeto para o Senado", afirmou Valdemar, ressaltando que, embora ela colabore no plano de governo, a candidatura ao cargo não está no horizonte dela.
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Michelle Bolsonaro como vice de Flávio?
O foco central da fala de Valdemar Costa Neto foi a correção de rotas em relação a 2022. Ele relembrou que a escolha de Braga Netto não trouxe novos votos, já que o eleitorado militar já estava consolidado. Para o próximo ciclo, a prioridade absoluta é o voto feminino, nicho onde houve queda de popularidade.
"Olha a pesquisa com as mulheres por causa da pandemia... ali ele baixou aqui, ele tinha que pôr uma mulher que ele tirava aquela diferença", pontuou o presidente do PL, completando com um aviso direto sobre a necessidade de mudança: "Perdeu uma eleição por causa disso uma vez, não vai querer perder".
Apesar da busca por uma figura feminina, Valdemar indicou que a ex-primeira-dama não é a solução para a vaga. "Michelle não. Eu acho que não, porque ela já tem o mesmo nome. Tem que abrir para outros partidos", explicou, defendendo que a coligação precisa de diversidade regional e partidária para crescer. Ele mencionou que existem nomes fortes no Nordeste que poderiam compor a chapa, mas evitou citá-los para não antecipar movimentos.
Ao ser questionado sobre sua influência na escolha, o dirigente afirmou que deixará a palavra final para o ex-presidente e seu círculo mais próximo. "Quem vai escolher, isso é uma coisa pessoal do candidato junto com o pai, junto com o Bolsonaro", disse Valdemar, reforçando que sua prioridade é a gestão da máquina partidária. O recado deixado no evento do LIDE foi claro: a direita brasileira busca uma composição mais ampla e pragmática para evitar o isolamento político do passado.