Menino que ama cantar precisa de cirurgia urgente para não perder os movimentos
Na casa do Vitor Hugo, a música sempre esteve presente
Na casa do Vitor Hugo, a música sempre esteve presente. Filho de músicos, ele cresceu entre ensaios, instrumentos e vozes. Foi nesse ambiente que aprendeu, muito cedo, a se expressar cantando.
Hoje, aos 8 anos, ele segue fazendo o que mais gosta. Mas, ao mesmo tempo, enfrenta uma urgência que não pode mais esperar.
Vitor precisa de uma cirurgia ortopédica corretiva para continuar andando.
Uma história que começou no primeiro dia de vida
Vitor nasceu prematuro, de 31 semanas, ao lado do irmão gêmeo, João.
"Logo no primeiro dia de vida, ele teve uma parada cardiorrespiratória, que causou uma sequela", conta o pai Nycolas Serra.
A partir desse momento, a família passou a conviver com os desafios da paralisia cerebral, que afetou os movimentos das pernas.
Cada conquista exige esforço
Desde 1 ano de idade, Vitor faz fisioterapia intensiva.
Movimentos simples para outras crianças exigem treino constante, repetição e acompanhamento profissional. Com o passar do tempo, no entanto, a fisioterapia deixou de ser suficiente.
"Ele faz fisioterapia desde um ano de idade, mas hoje somente a fisioterapia não está sendo suficiente para o tratamento dele", explica o pai.
O crescimento trouxe novas dificuldades. O peso do corpo aumentou e a mobilidade começou a ficar mais comprometida.
A espera pode comprometer o futuro
A cirurgia foi solicitada pelo SUS, mas Vitor ainda aguarda na fila.
A família teme que o tempo de espera prejudique as chances de recuperação.
"Desde então, ele aguarda ali na fila do SUS, mas a gente está ficando sem tempo."
Segundo o pai, quanto mais o tempo passa, menores são as possibilidades de reversão do quadro.
"À medida que ele cresce, o peso dificulta a mobilidade, e as chances de reversão vão diminuindo."
Sem a cirurgia, o risco de perda da capacidade de andar de forma independente é alto.
A música segue presente
Apesar das limitações, Vitor mantém uma característica que marca sua rotina: a alegria.
Ele canta em casa, no karaokê e em qualquer momento em que pode soltar a voz.
"O Vitor é uma criança muito especial, muito alegre, ama cantar, ama brincar, ama correr."
A música continua sendo parte essencial da vida dele e também uma forma de enfrentar os desafios do dia a dia.
Uma corrida contra o tempo
Para realizar a cirurgia de forma particular, a família iniciou uma vaquinha com meta de R$ 32.415.
O valor cobre despesas hospitalares, honorários médicos e custos da plataforma.
Mais do que o valor, a família busca ganhar tempo para garantir que Vitor tenha a chance de continuar se locomovendo com autonomia.
A família pede apoio para arrecadar o valor necessário e também para ampliar o alcance da campanha.
"O Vitor não pode esperar mais. "Ajuda a divulgar, compartilhar. Toda ajuda é muito bem-vinda nessa hora.", pede o pai.
A história do Vitor ainda está em construção. Neste momento, ela depende da mobilização de quem puder contribuir.
Doar ou compartilhar pode fazer diferença para que ele continue andando e vivendo a infância com mais autonomia.