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Materiais naturais voltam a ocupar lugar de destaque na moda mundial

Palha, ráfia e vime deixam de habitar apenas os momentos de lazer e entram para o dia a dia das metrópoles

30 jul 2022 - 08h37
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Na moda, produtos de luxo estão entre os grandes responsáveis pelo lançamento e disseminação de tendências mundiais. Com raízes firmes na ideia de exclusividade e pertencimento, cada peça desenvolvida tem potencial para se tornar um sinal social que será usado e postado nas redes digitais como prova de valor de quem o possui. Visto que as roupas e os acessórios que usamos refletem sinais do comportamento de um tempo, o pós-pandemia destacou ainda mais um "produto" intangível e este se tornou o maior artigo de luxo atual: o tempo.

Nesta temporada e nas que se seguem, produtos que mostram visualmente o tempo dedicado na sua construção, no visual, feito à mão, são a expressão física desse conceito. Peças feitas com técnicas de trançado de materiais naturais, sejam eles palha, ráfia, vime ou outra fibra do tipo são a aposta forte das grandes marcas de luxo internacionais que deve rapidamente invadir as próximas coleções de verão brasileiras.

Um exemplo dessa valorização em outro momento histórico é o selo "Made In Italy". Instituído por uma união de marcas italianas no final do século 20. Uma das exigências principais do termo é que as suas marcas comercializem apenas produtos majoritariamente feitos à mão na Itália.

O resultado econômico disso para moda? Vendas melhores para marcas que utilizam a mão de obra italiana. Segundo relatório da Câmara Nacional da Moda Italiana, em 2021 a previsão era de que a receita combinada de todas as marcas que se unem sob este selo estaria em torno de 82 bilhões de euros.

A maior diferença do trabalho desse tipo em 2022 é a estética do feito à mão mais explícito que remete a técnicas ancestrais, além do design das peças feitas para serem usadas no dia a dia de quem trabalha nas grandes metrópoles ultrapassando a ideia de que esses materiais são só para acessórios usados nas férias, praia e momentos de lazer.

Tempo e luxo se materializam em produtos de grandes marcas como a Chloé, que pelo olhar da diretora criativa uruguaia Gabriela Hearst traduz a tendência com muita leveza e poesia em bolsas que visivelmente demoram horas para serem construídas uma a uma.

VERSÁTIL. Diferentemente da poética e doce Chloé, que com um toque a mais de sofisticação incluiu o material com facilidade em seu universo, a francesa Givenchy seguiu sua estética rocker e adicionou metais, geometria e estrutura à bolsa de rattan que aparece em sua coleção. A cor preta completa a peça trazendo a linguagem visual da grife de forma clara e inegável, prova cabal da versatilidade das fibras.

Os sapatos da espanhola Loewe e da francesa Saint Laurent, também aparecem com versões trançadas mais delicadas. E quando o assunto são as bolsas a variedade de tamanhos e estilos em ráfia é notável e permeia coleções que vão de marcas italianas, como a Prada, a inglesas como a Burberry. O fato é que a palha desponta como hit máximo do momento.

A história, tempo e conexão com a natureza certamente têm a ver com isso. No Brasil, o material que é parte da nossa cultura e origem é presença constante nas praias e destinos de verão, mas não como artigo de luxo. A tendência internacional, no entanto, abre também por aqui um espaço para um novo olhar do trabalho artesanal made in Brazil.

Estadão
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