Lojas Quero-Quero fecha 14 unidades no RS e promove demissões após prejuízo de R$ 61,7 milhões
Rede de varejo e materiais de construção reestrutura operações após resultado negativo no primeiro trimestre praticamente dobrar em relação ao ano anterior
A rede de varejo Lojas Quero-Quero iniciou um profundo plano de reestruturação operacional no Rio Grande do Sul. A medida foi tomada após a companhia registrar um prejuízo líquido de R$ 61,7 milhões no primeiro trimestre de 2026. Como parte das ações imediatas para conter despesas e otimizar a operação, a empresa encerrou as atividades de 14 filiais no estado — incluindo uma unidade em Canoas — e efetuou a demissão de mais de 100 colaboradores, conforme dados levantados por entidades representativas dos comerciários.
De acordo com os balanços financeiros divulgados pela própria companhia, o saldo negativo do primeiro trimestre praticamente dobrou na comparação com o mesmo período de 2025. A diretoria da rede atribui o desempenho adverso a uma combinação de fatores macroeconômicos persistentes, com destaque para:
Desaceleração do setor imobiliário: Retração acentuada nas vendas do segmento de materiais de construção e acabamento;
Cenário de crédito restritivo: Juros básicos elevados e maior rigor na concessão de financiamentos;
Endividamento das famílias: Perda do poder de compra e alto comprometimento da renda mensal do consumidor final.
Presença de mercado e plano de eficiência
A despeito do fechamento das 14 filiais em solo gaúcho, a Lojas Quero-Quero mantém uma capilaridade robusta na Região Sul do país. Atualmente, a empresa contabiliza 574 pontos de venda ativos distribuídos entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em paralelo ao encerramento dos pontos deficitários, a rede também inaugurou duas novas unidades no período, sinalizando que a estratégia foca no remanejamento geográfico para praças mais rentáveis.
Acumulando um endividamento consolidado que supera o patamar de R$ 200 milhões, a varejista informou ao mercado que as recentes movimentações integram um plano de eficiência desenhado para reduzir custos fixos, readequar a estrutura de capital e garantir a sustentabilidade financeira frente à volatilidade econômica do setor de varejo.
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