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Justiça da Itália mantém prisão de Zambelli em audiência de custódia

1 ago 2025 - 10h22
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Detida desde terça-feira (29), Carla Zambelli segue encarcerada no presídio de Rebibbia, próximo a Roma. Nesta sexta-feira (1), a Justiça italiana decidiu manter a parlamentar afastada do cargo, atendendo à análise preliminar conduzida pela Quarta Seção do Tribunal de Roma.

Deputada Carla Zambelli
Deputada Carla Zambelli
Foto: Câmara dos Deputados / Perfil Brasil

A medida ocorreu após uma audiência semelhante às de custódia no Brasil. O pedido de extradição feito pelo governo brasileiro segue em tramitação e será examinado pelas autoridades italianas nas próximas etapas do processo judicial. O Tribunal de Apelação de Roma confirmou que a deputada brasileira Carla Zambelli aguardará o resultado do seu processo de extradição na prisão.

O que ainda pode mudar a situação de Carla Zambelli?

A defesa tenta reverter a prisão. Um pedido de libertação já foi apresentado por seu advogado, Fábio Pagnozzi, e será julgado por instâncias superiores na Itália. A previsão é de que isso ocorra em meados de agosto. Até lá, Zambelli continuará detida.

Fontes ligadas à diplomacia brasileira e à investigação confirmaram a decisão que mantém a deputada presa.

Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de reclusão, Zambelli deixou o Brasil ao final de maio. Ela havia sido considerada culpada pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime ocorrido em janeiro de 2023. A sentença, unânime, foi proferida pela Primeira Turma do STF. O processo já transitou em julgado, sem possibilidade de recurso.

Após passar por Argentina e Estados Unidos, a deputada foi localizada em Roma. Segundo a polícia, ela estava em um apartamento quando foi cercada por agentes. Estava na lista de procurados da Interpol.

"Ela se entregou espontaneamente", afirmou a defesa. No entanto, registros policiais indicam que a movimentação para detê-la foi coordenada para impedir qualquer fuga. Apesar disso, ela não resistiu à prisão.

Ainda conforme Pagnozzi, a parlamentar pintava e lavava o cabelo quando os agentes italianos chegaram. Após recolher medicamentos de uso pessoal, foi conduzida à delegacia.

Extradição depende de trâmites políticos

O processo de extradição será julgado por dois órgãos do Judiciário italiano: a Corte de Apelação e a Corte de Cassação. A decisão definitiva, no entanto, caberá ao ministro da Justiça da Itália, responsável por avaliar o caso sob o ponto de vista político.

A estimativa do governo brasileiro é que o processo dure entre 18 e 24 meses. Enquanto isso, no Brasil, a Câmara dos Deputados poderá confirmar a cassação do mandato de Zambelli, conforme decisão do STF. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve avaliar o caso a partir de agosto.

Perfil Brasil
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