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Jovem morto por PM ao sair do trabalho foi alvo por ser negro, diz viúva

7 jul 2025 - 11h49
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A morte de Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, provocou indignação entre familiares e moradores de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. Marceneiro, Guilherme foi atingido com um tiro na cabeça ao sair do trabalho e caminhar até o ponto de ônibus. Segundo a viúva, ele foi morto por ser negro.

Guilherme Souza Dias, que foi morto por PM após sair do trabalho na Zona Sul de SP
Guilherme Souza Dias, que foi morto por PM após sair do trabalho na Zona Sul de SP
Foto: Reprodução/redes sociais / Perfil Brasil

"Só porque é um jovem negro, preto e estava correndo para pegar o ônibus, [ele] atirou. O que é isso? Que mundo é esse? Era o único jovem preto que estava no meio [do ponto] e foi atingido. A gente quer esse policial na cadeia, ele tem que pagar. Está solto, pagou a fiança que, para ele, não é nada", disse Sthephanie dos Santos Ferreira Dias, viúva da vítima ao g1.

O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida afirmou, em boletim de ocorrência, que trafegava de moto quando foi abordado por assaltantes e reagiu. Durante os disparos, confundiu Guilherme com um dos suspeitos. O PM foi preso em flagrante, mas liberado após pagar fiança de R$ 5.600. Ele responde em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Família contesta versão da PM

Guilherme trabalhava havia quase três anos em uma marcenaria e havia voltado das férias recentemente. Ele saiu do serviço às 22h28 — sete minutos antes de ser baleado. O trajeto até o ponto era rotina. A mochila continha uma marmita, talheres, um livro e sua roupa de trabalho.

Sthephanie conta que ele avisou, por mensagem, que estava indo embora. O corpo foi encontrado pelo cunhado. "Ele estava lá jogado, não pudemos chegar perto", disse.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o PM agiu após uma tentativa de assalto e atirou novamente ao ver alguém se aproximando. A Polícia Civil concluiu que Guilherme não era suspeito e foi morto por engano. A arma usada, uma pistola da Polícia Militar, foi apreendida. A investigação segue com apoio da perícia técnica.

Perfil Brasil
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