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Irã incendeia petroleiro gigante perto de Dubai após advertências de Trump

31 mar 2026 - 08h02
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Teerã ‌atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai na terça-feira, apesar da ameaça do presidente Donald Trump de que os EUA destruiriam as usinas de energia do Irã se o país não aceitar um acordo de paz e abrir o Estreito de Ormuz.

Autoridades de Dubai disseram que o incêndio no Al-Salmi, de bandeira do Kuweit, foi ⁠controlado após um ataque de drones, sem vazamento de óleo e sem ferimentos na tripulação. ‌A Kuweit Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o casco da embarcação foi danificado.

O ataque foi o mais recente contra navios mercantes no estreito, uma hidrovia vital, desde ‌que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 ‌de fevereiro.

Dados da LSEG mostraram que o navio estava indo para Qingdao, na ⁠China, e transportava 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800.000 barris de petróleo kuweitiano, de acordo com o serviço de monitoramento TankerTrackers.com.

O Al-Salmi pode não ter sido o alvo pretendido. A Guarda Revolucionária do Irã disse que tinha como alvo um navio de contêineres no Golfo por causa de seus laços com Israel. Mas eles pareciam estar se referindo ‌ao Haiphong Express, com bandeira de Cingapura, que estava ancorado ao lado do Al-Salmi, de ‌acordo com dados de navegação.

O ⁠conflito, que dura um ⁠mês, espalhou-se pela região, matando milhares de pessoas, interrompendo o fornecimento de energia e ameaçando levar a ⁠economia global a um colapso.

Os preços do petróleo ‌voltaram a subir brevemente após o ‌ataque ao navio-tanque, que pode transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo, no valor de mais de US$200 milhões aos preços atuais.

Como os ataques não mostram sinais de abrandamento, o Paquistão está tentando mediar a guerra. Seu ministro das Relações ⁠Exteriores, Ishaq Dar, deve discutir o conflito durante uma visita à China na terça-feira, depois de manter conversações com Turquia, Egito e Arábia Saudita.

A China, um dos aliados mais próximos do Irã e o maior comprador de seu petróleo, fez um novo apelo a todos os lados na terça-feira para que interrompessem ‌as operações militares.

O país disse que três navios chineses foram recentemente autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de um quinto dos suprimentos globais de ⁠petróleo e gás natural liquefeito.

O Irã afirma ter recebido propostas de paz dos EUA por meio de intermediários, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse na segunda-feira que elas eram "irrealistas, ilógicas e excessivas".

Após esses comentários, Trump disse que os EUA estavam em negociações com um "regime mais razoável", referindo-se aos líderes iranianos que substituíram os mortos na guerra, mas emitiu um novo aviso sobre o Estreito de Ormuz.

Ele afirmou que os EUA destruiriam usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg, de onde o Irã exporta grande parte de seu petróleo, se um acordo não fosse alcançado em breve e o estreito não fosse aberto.

O fracasso em garantir um acordo de paz fez com que o chefe de energia da União Europeia alertasse os Estados membros a se prepararem para uma "interrupção prolongada" nos mercados de energia.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS TR

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