Irã diz que Trump está entre "operação impossível" e "acordo ruim"
"A margem de decisão dos EUA foi reduzida", declarou Guarda Revolucionária, após Teerã enviar proposta de paz a Washington, e presidente americano dizer que "não pode imaginar que seja aceitável". Acompanhe o conflito.
Apesar da trégua, ataques de Israel matam dezenas no sul do Líbano
Guerra contra Irã tem rejeição recorde entre cidadãos dos EUA
Israel é responsável pela morte de 16 jornalistas em 2026, denuncia ONG
Preço do petróleo continua a registrar alta em meio a impasse no Irã
Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bi aos EUA, diz funcionário do Pentágono
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã: "Trump está entre operação impossível e acordo ruim"
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste domingo (03/05) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está diante de uma escolha limitada entre uma operação militar "impossível" ou alcançar um "acordo ruim" com o Irã.
"A margem de decisão dos Estados Unidos foi reduzida", declarou a inteligência da Guarda na rede social X, afirmando que "Trump tem que escolher entre uma operação militar impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã", depois que Teerã enviou uma proposta para um acordo de paz a Washington, sobre a qual Trump disse no sábado que revisará em breve, embora tenha sustentado que "não pode imaginar que seja aceitável".
O órgão militar iraniano também disse que o Irã estabeleceu um prazo para que as forças americanas suspendam o suposto bloqueio aos portos iranianos, embora não tenha detalhado a data limite nem oferecido mais informações sobre essa medida.
Segundo a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda, o Irã apresentou, por meio do Paquistão como país mediador, uma proposta de 14 pontos aos EUA para pôr fim definitivo à guerra que teve início no último dia 28 de fevereiro e que cessou após uma trégua estendida indefinidamente para dar margem às negociações de paz.
Entre os pontos incluídos na proposta figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, a suspensão de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.
md (EFE, ots)
Trump: EUA tirarão "bem mais que 5 mil" soldados da Alemanha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado (03/05) que planeja retirar "muito mais de 5 mil" soldados americanos de suas bases na Alemanha, em meio às suas críticas aos aliados europeus por uma suposta falta de apoio na guerra contra o Irã.
"Vamos reduzir drasticamente e vamos cortar muito mais de 5 mil", disse Trump em declarações à imprensa na Flórida.
A afirmação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o líder republicano de ter sido "humilhado" por Teerã nas negociações para alcançar um acordo final para o conflito.
Os comentários de Trump ocorrem um dia após funcionários de alto escalão do Pentágono anteciparem que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia ordenado a retirada de "aproximadamente 5 mil soldados da Alemanha".
A decisão foi atribuída às "necessidades e condições do teatro de operações", embora tenha coincidido com as tensões entre o governo Trump e seus aliados europeus, a quem o presidente recrimina por não terem ajudado no conflito no Irã.
Segundo fontes do Pentágono, "a retirada será concluída nos próximos seis a 12 meses".
md (EFE, ots)
Trump diz que Irã não pagou preço "alto o suficiente" e que revisará plano de paz de Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que revisará em breve o plano enviado pelo Irã para acabar com a guerra, poucas horas após assegurar que as propostas iranianas não eram satisfatórias.
"Em breve revisarei o plano que o Irã acaba de nos enviar, mas não posso imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo durante os últimos 47 anos", escreveu o presidente americano na noite de sábado (03/05) em uma breve mensagem em sua rede social própria, a Truth Social.
A mensagem também foi divulgada pelos perfis da Casa Branca e do Departamento de Estado na rede social X.
Antes de escrever na Truth Social, Trump se pronunciou nos mesmos termos aos jornalistas ao confirmar que revisaria o citado plano.
"Explicaram-me o conceito do acordo. Eles me entregarão a redação exata agora", declarou o presidente americano à imprensa ao embarcar no Air Force One na Flórida, onde tem sua residência privada, rumo a Washington, segundo a emissora CNN.
De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, o Irã apresentou, por meio de um mediador paquistanês, uma resposta à proposta de nove pontos dos Estados Unidos centrada no tema de "pôr fim à guerra".
Os Estados Unidos haviam solicitado em sua proposta um cessar-fogo de dois meses, mas o Irã ressaltou que as questões pendentes devem ser resolvidas em um prazo de 30 dias e que, em vez de focar na extensão da trégua, o processo deve se concentrar no "fim definitivo da guerra".
Entre os pontos incluídos na proposta iraniana de 14 itens figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, o fim das sanções e o término da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, além de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.
O Irã aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos às suas propostas.
Enquanto isso, Trump demonstrou insatisfação nesta semana com o andamento das negociações com o Irã, embora mantenha vigente um cessar-fogo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, o que prejudica principalmente os aliados de Washington.
"Eles querem chegar a um acordo. Não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece", comentou Trump nesta sexta-feira na Casa Branca.
O presidente americano tem enviado mensagens confusas, assegurando que seu governo mantém conversas por via telefônica, ao mesmo tempo em que reitera não saber quem toma as decisões em Teerã porque a liderança estaria dizimada ou escondida após 40 dias de ataques que entraram em pausa no último dia 8 de abril.
md (EFE)
EUA dizem ter desviado 48 navios desde início de bloqueio naval contra o Irã
Autoridades dos EUA disseram neste sábado (04/05) que já desviaram um total de 48 navios desde o início do bloqueio naval imposto ao Irã.
"Nos últimos 20 dias, foram redirecionados 48 navios para garantir o cumprimento do bloqueio", informou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), num comunicado.
O texto publicado nas redes sociais é acompanhado por uma fotografia do navio USS New Orleans tirada no Mar Arábico "durante o bloqueio americano dos portos iranianos".
Este número representa um aumento de quatro embarcações em relação aos 44 navios que o próprio CENTCOM tinha indicado na sexta-feira passada, no comunicado anterior.
O bloqueio foi imposto em 13 de abril para impedir a passagem de embarcações iranianas pelo Estreito de Ormuz, em resposta às restrições impostas, por sua vez, por Teerã ao tráfego nesta via marítima estratégica.
jps (Lusa)
Ataques do Exército de Israel matam mais 4 palestinos na Faixa de Gaza
O Exército de Israelmatou neste sábado (02/05) pelo menos quatro palestinos ao sul da Faixa de Gaza em diversos ataques, segundo informaram fontes militares israelenses.
"Em vários incidentes ocorridos hoje, tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) que operam no sul da Faixa de Gaza identificaram quatro terroristas que cruzaram a Linha Amarela e se aproximaram das tropas, representando uma ameaça imediata", afirma um comunicado militar, em alusão à linha divisória onde seus efetivos permanecem posicionados.
A nota do Exército acrescenta que suas tropas abriram fogo contra os supostos milicianos para "neutralizar a ameaça".
Segundo informaram funcionários do hospital de Al Nasser, uma das vítimas, identificada como Amar Talal Ahmad Abu Shab, morreu por fogo do Exército israelense em Al Satr, na zona norte da localidade de Khan Younis, no sul da Faixa.
Além disso, um drone de reconhecimento israelense atacou a zona oriental da cidade de Deir al Balah (centro da Faixa), ferindo pelo menos uma pessoa que foi transferida para o Hospital dos Mártires de Al Aqsa, segundo fontes desse centro médico.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, Israel continua a lançar ataques diários na Faixa de Gaza. Desde então, seu Exército matou mais de 828 pessoas e deixou mais de 2.342 feridos, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde do enclave.
Desde 7 de outubro de 2023, dia em que Israel iniciou sua ofensiva contra a Faixa em resposta aos ataques terroristas liderados pelo Hamas, a Saúde de Gaza situa em 72.608 o número de mortos pela ofensiva israelense e em 172.445 o total de feridos.
jps (EFE)
Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi é hospitalizada
A ativista e Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi transferida com urgência da prisão onde está detida para um hospital no noroeste do Irã, devido à "deterioração catastrófica" do seu estado de saúde, informou neste sábado (02/05) a sua fundação.
Segundo a agência Associated Press (AP), a Fundação Narges Mohammadi disse que a laureada com o Prémio Nobel sofreu dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca.
Mohammadi desmaiou hoje de manhã duas vezes na prisão em Zanjan, no noroeste do Irã, segundo a fundação. Acredita-se que ela tenha sofrido um ataque cardíaco no final de março, de acordo com os seus advogados, que a visitaram alguns dias após o incidente. Nessa altura, ela parecia pálida, tinha perdido peso e precisava de uma enfermeira para a ajudar a andar.
A transferência para o hospital ocorre "após 140 dias de negligência médica sistemática", desde a sua detenção em 12 de dezembro, afirmou a fundação, acrescentando que a vida da ativista iraniana dos direitos humanos está em "perigo iminente".
A pressão arterial perigosamente elevada e a perda rápida de cerca de 20 quilos colocaram a vida de Narges Mohammadi, de 54 anos, em "perigo iminente", de acordo com um relatório da sua fundação.
Mohammadi, ativista iraniana dos direitos humanos e laureada com o Prémio Nobel da Paz de 2023, tem permanecido presa em vários períodos desde 2016 devido à sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu pela teocracia islâmica.
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Sobe para 2.659 o número de mortos no Líbano após dois meses de ofensiva israelense
O total de mortos pelos ataques israelenses iniciados há dois meses contra o Líbano, especialmente no sul, subiu neste sábado (02/05) para 2.659 - 41 vítimas mortais a mais do que a cifra registrada ontem -, apesar do cessar-fogo entre ambos os países, segundo informaram fontes oficiais.
O Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública libanês anunciou neste sábado que o balanço de vítimas da agressão israelense "de 2 de março a 2 de maio subiu para 2.659 mártires e 8.183 feridos", segundo reportou a agência de notícias libanesa ANN.
Israel intensificou seus ataques entre sexta-feira e sábado no sul do Líbano com uma onda de bombardeios aéreos e de artilharia que atingiram, sobretudo, os distritos de Nabatieh, Tiro, Jezzine, Sídon e Bint Jbeil.
Os bombardeios provocaram a destruição de edifícios residenciais inteiros e graves danos em bairros completos, em uma nova intensificação dos ataques que eleva o número de mortos e de deslocamentos forçados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em comunicado ontem à noite que "atacaram alvos terroristas" do grupo xiita libanês Hezbollah nas províncias meridionais libanesas e "desmantelaram mais de 50 locais de infraestrutura".
Enquanto isso, o Hezbollah continuou atacando em resposta às tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.
No último dia 17 de abril, entrou em vigor uma trégua que deve continuar pelo menos até meados de maio e que tem como objetivo avançar para negociações mais profundas entre ambos os países.
No entanto, o processo diplomático segue estagnado, e o presidente libanês, Joseph Aoun, insiste em consolidar primeiro um cessar-fogo e interromper os ataques israelenses antes de prosseguir com as reuniões bilaterais entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos.
jps (EFE)
Irã executa dois homens acusados de espionar para Israel
O Irã executou neste sábado (02/05) dois homens condenados por espionagem e cooperação de inteligência com Israel, em meio ao endurecimento das medidas judiciais e à intensificação dos enforcamentos desde o início da guerra, no último dia 28 de fevereiro.
"Yaqub Karimipour e Naser Bakarzadeh foram executados sob acusações de cooperação de inteligência e espionagem em favor do regime sionista (Israel) e do serviço de inteligência Mossad", anunciou a agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário iraniano.
Segundo a agência, a sentença foi cumprida após a confirmação do Supremo Tribunal, depois de vários processos de apelação.
Ambos os executados foram condenados por "inimizade contra Deus" e "corrupção na terra", acusações relacionadas à segurança nacional que habitualmente são punidas com a pena de morte.
A Mizan informou que Karimipour foi considerado culpado de enviar informações sensíveis a agentes do Mossad, fotografar instalações militares, fabricar e detonar bombas de efeito moral em diferentes pontos do país e fornecer informações falsas à polícia sobre bombardeios nos primeiros dias da guerra.
Karimipour também teria recrutado outras pessoas para executar atos de sabotagem, entre eles incêndios de caixas eletrônicos em cidades como Karaj (norte) e Mashhad (nordeste).
Por sua vez, Bakarzadeh foi acusado de colaborar com o Mossad por meio da coleta e do envio de dados sobre infraestruturas urbanas, edifícios públicos, delegacias, centros educacionais e locais religiosos, além de fotografias e vídeos de localizações consideradas sensíveis.
O Irã acelerou as execuções desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro.
O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou na quarta-feira que um total de 21 pessoas foram executadas e mais de 4 mil foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde a eclosão do conflito bélico.
O Irã é um dos países com o maior número de execuções do mundo e, em 2025, enforcou 1.639 pessoas, 68% a mais que no ano anterior, o que representa o número mais elevado no país desde 1989, segundo o relatório anual da ONG norueguesa Iran Human Rights (IHRNGO) e da francesa Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).
md (EFE, ots)
Emirados Árabes suspendem restrições a seu espaço aéreo
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram neste sábado (02/05) a reabertura completa de seu espaço aéreo após semanas de restrições impostas durante o conflito entre os EUA e Israel com o Irã.
"Após uma avaliação abrangente das condições operacionais e de segurança, suspendemos oficialmente as medidas preventivas temporárias anteriormente em vigor", disse a Autoridade Geral de Aviação Civil em um comunicado publicado no X, acrescentando que o espaço aéreo continuará sendo monitorado de perto.
Os Emirados Árabes Unidos, lar de importantes destinos turísticos como Abu Dhabi e Dubai, estiveram entre os Estados do Golfo mais afetados pelos ataques retaliatórios iranianos lançados em resposta aos ataques dos EUA e de Israel que começaram em 28 de fevereiro.
O tráfego aéreo limitado foi retomado logo após o início do conflito, incluindo voos para evacuar passageiros retidos.
Bahrein, Iraque, Kuwait e Síria já haviam suspendido restrições semelhantes ao espaço aéreo impostas durante o conflito, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo.
Embora a trégua permaneça em vigor, o conflito subjacente ainda não foi resolvido.
md (DPA, ots)
Israel intensifica ataques no sul do Líbano e mata dezenas de pessoas
Israel intensificou seus ataques no Líbano com uma onda de bombardeios aéreos e de artilharia durante a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado (02/05) em diversas localidades do sul do país, causando dezenas de mortes, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.
O Exército israelense lançou fortes ataques especialmente nos distritos de Nabatieh, Tiro, Jezzine, Sídon e Bint Jbeil, matando mais de 20 pessoas e ferindo outras dezenas.
Nesta manhã, foram emitidas ordens de deslocamento para mais nove localidades, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.
A advertência "urgente" foi lançada aos residentes das localidades de Qaqaiyat al Jisr, Aadchit, Jibchit, Aba, Kfar Joz, Harouf, Douair, Deir el Zahrani e Habush, situadas no distrito de Nabatieh, ordenando que evacuem suas casas imediatamente e se desloquem para uma distância mínima de mil metros.
Os ataques mais letais atingiram Nabatieh, com pelo menos oito mortos e 21 feridos em Habush. Em Choukin, morreram ao menos duas pessoas e várias ficaram feridas; enquanto um drone atingiu um veículo na estrada Kfardjal-Nabatieh, causando a morte de duas pessoas.
Em Ain Baal (Tiro), confirmou-se uma vítima fatal e sete feridos, enquanto em Zrariyeh (Sídon) morreram mais quatro pessoas, segundo a agência libanesa.
A campanha aérea também incluiu bombardeios intensos sobre várias localidades do distrito de Nabatieh, como Zautar al Sharqiya e Zautar al Garbiya, bem como em áreas do distrito de Jezzine, além de ataques com drones contra veículos e fogo de metralhadoras pesadas em zonas fronteiriças.
Os bombardeios provocaram a destruição de edifícios residenciais completos e graves danos em bairros inteiros, em uma nova intensificação dos ataques que aumenta o número de mortos e os deslocamentos forçados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em comunicado na noite de sexta-feira que "atacaram alvos terroristas" do grupo xiita libanês Hezbollah no sul do Líbano e "neutralizaram terroristas que operavam perto de soldados", assegurando que "desmantelaram mais de 50 locais de infraestrutura".
Enquanto isso, o Hezbollah continuou atacando tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel em resposta.
No último dia 17 de abril, entrou em vigor uma trégua que deve continuar pelo menos até meados de maio e que tem como objetivo avançar para negociações mais profundas entre ambos os países.
No entanto, o processo diplomático segue estagnado, e o presidente libanês, Joseph Aoun, insiste em consolidar primeiro um cessar-fogo e interromper os ataques israelenses antes de prosseguir com as reuniões bilaterais entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos.
md (EFE, ots)
Otan diz trabalhar com EUA para "entender" retirada de soldados americanos da Alemanha
A Otan está "trabalhando" com os Estados Unidos para "entender os detalhes" do anúncio do Pentágono de retirar 5 mil soldados americanos de suas bases na Alemanha, segundo informou uma porta-voz da aliança militar neste sábado (02/05).
"Estamos trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre a presença militar na Alemanha", disse a porta-voz, Allison Hart, por meio de uma mensagem nas redes sociais.
Hart assinalou, além disso, que "este ajuste destaca a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade pela nossa segurança comum", acrescentando que já estão "observando avanços" desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na cúpula da Otan realizada em Haia no ano passado.
"Continuamos confiantes em nossa capacidade de garantir nossa dissuasão e defesa à medida que prossegue esta mudança em direção a uma Europa mais forte em uma Otan mais forte", assegurou.
O Pentágono informou na véspera sobre a retirada de cerca de 5 mil soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses, um anúncio que ocorre após as críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a suposta falta de uma estratégia de saída de Washington em seu conflito com o Irã e a "humilhação" à qual, em sua opinião, o regime de Teerã submete os EUA.
Por sua vez, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, respondeu que o fato de os EUA "retirarem tropas da Europa e também da Alemanha" era previsível, e concordou com a porta-voz da Otan que "nós, os europeus, devemos assumir uma maior responsabilidade por nossa própria segurança".
md (EFE, ots)
EUA vão retirar 5 mil soldados da Alemanha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirará 5 mil militares americanos de suas bases na Alemanha, de acordo com autoridades da defesa citados por diversos veículos de comunicação locais nesta sexta-feira (01/05).
A decisão de retirar da Alemanha 5 mil militares da ativa das Forças Armadas dos EUA está sendo planejada pelo Pentágono, segundo esses funcionários. A medida demonstraria o descontentamento de Trump, que já havia ameaçado nesta semana retirar tropas devido à falta de apoio de seus aliados europeus na guerra contra o Irã.
Essa ação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, que acusou o republicano de ter sido "humilhado" por Teerã nas negociações para chegar a um acordo.
Leia mais
Alto comando militar iraniano vê como provável retomada da guerra
Um alto comando militar iraniano afirmou neste sábado (02/05) que é "provável" a retomada da guerra entre o Irã e os Estados Unidos, depois que o presidente americano, Donald Trump, disse não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação feita por Teerã.
"As Forças Armadas estão plenamente preparadas para qualquer nova aventura ou insensatez dos americanos", assegurou o subchefe de inspeção do Quartel Central Khatam al-Anbiya, o general Mohammad Jafar Asadi, segundo informou a agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária.
Asadi disse ainda que as ações e declarações das autoridades americanas têm principalmente um caráter midiático e buscam "sair do atoleiro que eles mesmos criaram".
Estas declarações ocorreram depois que na noite de sexta-feira Trump considerou insatisfatória a última proposta do Irã para alcançar um acordo de paz.
A agência oficial iraniana IRNA informou na quinta-feira que o Irã havia enviado uma nova proposta através do Paquistão, país mediador nas negociações de paz com os Estados Unidos.
Oferta do Irã não convenceu Trump
Teerã já havia apresentado uma proposta na semana passada a Washington, por meio de Islamabad, na qual oferecia uma negociação em várias fases, centrada inicialmente no fim da guerra e na reabertura do Estreito de Ormuz por ambas as partes, deixando para uma etapa posterior a questão do programa nuclear iraniano.
Veículos de imprensa americanos informaram que essa proposta não convenceu Trump por adiar as negociações sobre o programa nuclear da república islâmica.
As partes estabeleceram, no último dia 8 de abril, uma trégua inicial de duas semanas após 39 dias de confrontos, que posteriormente foi prorrogada de forma indefinida para dar margem às negociações entre Teerã e Washington.
No entanto, as conversas diretas entre ambos permanecem estagnadas diante da recusa iraniana em sentar para negociar enquanto os EUA mantiverem o cerco naval sobre seus portos e navios, uma medida com a qual buscam bloquear a economia iraniana.
O Irã, por sua vez, mantém o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, a estratégica rota por onde transitava 20% do petróleo mundial, o que fez disparar o preço dos combustíveis.
md (EFE, ots)
Guerra no Irã atinge nos EUA nível de desaprovação comparável aos conflitos do Iraque e Vietnã
A rejeição da guerra no Irã por parte dos cidadãos dos Estados Unidos atingiu níveis de desaprovação comparáveis aos dos conflitos em Iraque e Vietnã, em meio à incerteza econômica e ao risco de ataques terroristas, revelou nesta sexta-feira (01/05) uma pesquisa conjunta do jornal The Washington Post, da rede de televisão ABC e do instituto Ipsos.
Ao todo, 61% dos entrevistados disseram que as ações militares de EUA e Israel contra o Irã foram um erro, e menos de 20% disseram acreditar no sucesso das operações, conforme anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, que argumenta que o país já venceu a guerra ao destruir as capacidades militares iranianas.
A porcentagem de quem não considera as ações militares no Irã bem-sucedidas chega a 39%, e 41% dos entrevistados disseram ser muito cedo para avaliar.
Apesar dos baixos índices de aprovação em geral, 79% dos republicanos apoiaram Trump, afirmando que ele tomou a decisão correta ao iniciar o conflito. Entre os eleitores independentes com tendência republicana, 52% disseram ser a favor do conflito e 46% se opuseram a ele, segundo The Washington Post.
Quando questionados se os EUA deveriam chegar a um acordo de paz definitivo com o Irã, mesmo em termos desfavoráveis ao país, 48% dos entrevistados disseram concordar, enquanto 46% preferem o aumento da pressão sobre o Irã para obter um acordo melhor, mesmo que isso significasse romper o cessar-fogo atual.
Outro dado é que 65% dos entrevistados não acredita que um acordo para encerrar a guerra impediria o Irã de desenvolver armas nucleares, um dos principais objetivos do conflito, segundo Trump.
Uma maioria de 61% afirmou que a ação militar contra o Irã aumenta a probabilidade de ataques terroristas contra americanos, e 56% acreditam que ela prejudica as relações de Washington com os aliados, que não foram consultados antes do início da guerra em 28 de fevereiro.
Além disso, 60% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que o conflito aumenta o risco de a economia americana entrar em recessão.
O bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra, interrompeu as cadeias de suprimentos dependentes da passagem estratégica para o transporte de mercadorias e petróleo bruto, por onde circula 20% do petróleo mundial. Isso elevou os preços dos hidrocarbonetos e mergulhou os mercados em incerteza.
A pesquisa, realizada com 2.560 adultos entre 24 e 28 de abril, também incluiu resultados de sondagens anteriores sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão, Iugoslávia, Golfo Pérsico e Vietnã.
jps (EFE)
China diz que Ormuz será tema central em encontro de Xi e Trump
A China declarou nesta sexta-feira (01/05) que, se o estreito de Ormuz permanecer fechado, será "uma questão central" nas conversas que serão realizadas neste mês em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping.
"Se o estreito de Ormuz ainda estiver fechado quando o presidente Trump visitar a China, essa questão estará inevitavelmente no centro das conversas", disse o embaixador chinês na ONU e presidente do Conselho de Segurança para o mês de maio, Fu Cong, em entrevista coletiva.
Fu enfatizou que a situação em torno do Irã e o conflito regional permanecem "extremamente frágeis" e que a "prioridade imediata deve ser evitar uma nova escalada militar e consolidar o cessar-fogo, porque qualquer passo em falso pode levar a uma nova espiral de violência".
O diplomata expressou preocupação com as declarações de Trump e de outros membros do governo americano de que a trégua com o Irã é "temporária". "Estamos preocupados com certas declarações que sugerem que o cessar-fogo não é permanente. É justamente isso que devemos evitar", afirmou. Fu reiterou que o estreito de Ormuz "deve permanecer aberto e funcional" para garantir a estabilidade energética global.
Questionado sobre o papel da China como mediadora no conflito, o embaixador afirmou que Pequim mantém contato ativo com todas as partes envolvidas e está fazendo esforços diplomáticos "discretos, mas contínuos", sem dar mais detalhes.
"Nossa posição é clara: o diálogo é o único caminho, e qualquer solução deve vir por meio de negociações de boa-fé", acrescentou.
Em relação ao conflito entre Israel e os palestinos, o representante chinês foi enfático e afirmou que o problema palestino está "no cerne da instabilidade regional", e que a solução de dois Estados "está se deteriorando perigosamente".
"Negar os direitos legítimos do povo palestino é uma das maiores injustiças do nosso tempo. Qualquer solução deve preservar a viabilidade real de dois Estados vivendo juntos em paz", ponderou.
Em relação ao Líbano, a China advertiu que a situação no terreno não reflete um cessar-fogo genuíno e que o país não quer "ver um falso cessar-fogo".
jps (EFE)
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