Irã abate 2 aviões dos EUA e lança recompensa por tripulante
Teerã e Washington buscam tripulante de caça abatido que segue desaparecido em território iraniano. Acompanhe o conflito.
Após abater 2 aviões dos EUA, Irã lança recompensa por tripulante perdido.
Irã abate caça F-15 dos EUA. Americanos montam operação de resgate
Um tripulante do F-15 foi resgatado. Buscas por segundo continuam
Aeronaves envolvidas na missão de resgate de tripulação de F-15 são alvejadas
Macron afirma que a opção militar para reabrir o Estreito de Ormuz é "irrealista"
Chefe do Estado-Maior dos EUA é destituído em meio à guerra no Irã
Ataque a usina de gás em Abu Dhabi deixa ao menos 1 morto e 4 feridos
Ataque com drones causa incêndio em refinaria no Kuwait
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Após derrubar dois aviões dos EUA, Irã oferece recompensa por captura de tripulante de caça
Forças iranianas e americanas competem neste sábado (04/04) para resgatar um membro da tripulação do primeiro caça americano abatido em território iraniano desde o início da guerra.
Teerã afirmou ter abatido o caça F-15, enquanto a mídia americana informou que forças especiais dos Estados Unidos resgataram um dos dois tripulantes, com o outro ainda desaparecido.
Os militares iranianos também disseram ter abatido um avião de ataque ao solo A-10 Warthog americano no Golfo Pérsico, e a mídia americana informou que o piloto foi resgatado. Dois oficiais dos EUA disseram que o piloto ejetou da aeronave, que caiu no Kuwait após ser atingida por fogo iraniano, segundo a agência de notícias Reuters.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à emissora NBC que a perda do F-15 não afetaria as negociações com o Irã, afirmando: "Não, de jeito nenhum. Não, isso é guerra."
"Recompensa valiosa"
Um porta-voz do comando operacional central das Forças Armadas iranianas disse que "um caça americano hostil no espaço aéreo central iraniano foi atingido e destruído pelo avançado sistema de defesa aérea da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica".
"O jato foi completamente destruído e as buscas continuam."
Um repórter de um canal oficial de televisão iraniano disse que qualquer pessoa que capturasse um membro da tripulação vivo "receberia uma recompensa valiosa".
As Forças Armadas dos EUA anunciaram a perda de várias aeronaves durante operações no Irã, incluindo um avião-tanque que caiu no Iraque e três F-15 abatidos por fogo amigo kuwaitiano.
Mohammad Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, zombou do governo Trump.
Ele escreveu no X: "Depois de derrotar o Irã 37 vezes seguidas, esta brilhante guerra sem estratégia que eles começaram agora foi rebaixada de 'mudança de regime' para 'Ei! Alguém consegue encontrar nossos pilotos? Por favor?'
"Uau. Que progresso incrível. Gênios absolutos."
md (EFE, AFP, Reuters)
Esforços para alcançar cessar-fogo entre EUA e Irã estão em "impasse", diz jornal
Os esforços para alcançar um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, liderados pelo Paquistão, encontram-se em um "impasse", segundo informaram nesta sexta-feira (03/04) os mediadores ao diário The Wall Street Journal.
Segundo explicaram os mediadores, o Irã não está disposto a se reunir com autoridades americanas em Islamabad nos próximos dias e as exigências dos Estados Unidos "são inaceitáveis".
O Paquistão anunciou na semana passada que sediaria, nos "próximos dias", conversas entre Estados Unidos e Irã para buscar um fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro. A iniciativa conta com o apoio da Arábia Saudita, da Turquia e do Egito.
Foi justamente o governo paquistanês que se encarregou de transmitir a proposta de paz enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, que acabou rejeitando-a por considerá-la "excessiva" e respondeu a Washington com suas próprias condições.
Os intermediários afirmam estar trabalhando em novas propostas para aproximar os países de uma solução, ao mesmo tempo em que estudam a possibilidade de transferir as eventuais negociações para Doha ou Istambul.
Há alguns dias, Trump afirmou que o Irã havia solicitado um "cessar-fogo" e sinalizou que considerará essa possibilidade assim que o estreito de Ormuz for reaberto, algo que Teerã negou pouco depois.
Na quarta-feira passada, o presidente americano garantiu, em um discurso à nação, que atacará "com dureza" o Irã nas próximas duas ou três semanas.
jps (EFE)
Em meio à guerra, Alemanha debate impor limite de velocidade
O aumento dos preços dos combustíveis em meio à guerra do Irã já começa a ser sentido pelos motoristas alemães e especialistas e políticos estão discutindo possíveis medidas de mitigação. Entre elas a ampliação do home office e a imposição de um limite de velocidade nas autoestradas do país.
Veronika Grimm, economista e membro do O Conselho de Consultores Econômicos do governo federal da Alemanha, argumentou nesta semana que a imposição de um limite de velocidade seria uma medida sensata para lidar com o aumento dos preços dos combustíveis.
Atualmente, não há limite de velocidade em cerca de 70% das autoestradas alemãs, chamadas localmente de Autobahns, com exceção de alguns trechos próximos de áreas urbanas ou de trânsito intenso. Na maioria vigora apenas uma "velocidade recomendada" de 130 km/h.
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Trump propõe cortar área social para turbinar gasto militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs aumentar drasticamente os gastos militares do país para o próximo ano fiscal, com o objetivo de assegurar um valor recorde de US$ 1,5 trilhão na área de defesa. Para garantir, o valor, Trump propõe cortes em programas sociais, conforme consta da proposta orçamentária apresentada pela Casa Branca nesta sexta-feira (03/04).
A solicitação que o governo Trump fará ao Congresso para o próximo ano fiscal, que começa em outubro, prevê elevar os gastos militares dos EUA ao seu nível mais alto, em meio à guerra contra o Irã, que não parece ter fim à vista.
Se confirmada, após aprovação pela Câmara dos Representantes e pelo Senado por maioria simples, a despesa com defesa aumentaria em meio trilhão de dólares em relação ao orçamento anterior. Um aumento de 40%.
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Aeronaves envolvidas na missão de resgate de tripulação de F-15 são alvejadas
Duas aeronaves americanas envolvidas no resgate da tripulação de um caça F-15 abatido sobre o Irã também foram alvejadas, de acordo com dois oficiais citados pela rede CBS.
Segundo o canal, um avião A-10 que participava da operação de busca e resgate foi atingido, e o piloto acabou ejetando sobre o Golfo Pérsico. Ele foi resgatado com sucesso.
Paralelamente dois helicópteros também participaram da busca, resgatando um dos dois tripulantes do F-15E que caiu anteriormente. Segundo a rede CBS, o helicóptero Black Hawk que transportou um dos pilotos resgatados do F-15 foi atingido por tiros de armas leves, que acabaram ferindo membros da tripulação a bordo. O helicóptero pousou em segurança e os tripulantes estão recebendo tratamento.
A CBS também informou que as buscas pelo segundo tripulante do F-15, um oficial de sistemas de armas, ainda estão em andamento. Autoridades iranianas estão oferecendo recompensa pela captura do tripulante americano.
jps (ots)
Ataque a usina de gás em Abu Dhabi deixa ao menos 1 morto e 4 feridos
Pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas num ataque nesta sexta-feira (03/04) contra uma usina de gás em Habshan, em Abu Dhabi, devido à queda de fragmentos após a interceptação pelas defesas antiaéreas, informaram fontes oficiais.
De acordo com um comunicado do governo da capital dos Emirados Árabes, essa ação — cuja origem e forma não foram identificadas — provocou "a morte de uma pessoa de nacionalidade egípcia durante a evacuação do local, bem como quatro feridos leves: dois de nacionalidade paquistanesa e dois de nacionalidade egípcia".
Com essa morte, o número de mortos nos Emirados Árabes subiu para 12 — a maioria trabalhadores migrantes — desde que Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irã, que respondeu atacando os países do golfo Pérsico.
As autoridades dos Emirados informaram que as equipes de resposta a emergências conseguiram controlar os dois incêndios ocorridos nas instalações, que sofreram "danos significativos", enquanto os trabalhos de avaliação continuam.
Este complexo da empresa estatal ADNOC é um enorme centro de processamento de gás terrestre em Abu Dhabi, vital para o setor energético industrial do país do golfo Pérsico, que processa 6,1 bilhões de pés cúbicos padrão por dia em cinco usinas para produzir gás comercial, líquidos de gás natural e condensado.
Desde o início da guerra, as defesas aéreas dos Emirados Árabes interceptaram mais de 2.000 drones, bem como mais de 400 mísseis balísticos, segundo dados do Ministério da Defesa emiradense.
O território dos Emirados Árabes foi o mais atingido do golfo Pérsico, e os ataques iranianos causaram sérias consequências para a economia dessa nação árabe, cujas receitas dependem fortemente da exportação de hidrocarbonetos que transitam pelo estreito de Ormuz.
jps (EFE)
Outro caça americano é abatido na região do Golfo
O jornal The New York Times noticiou nesta sexta-feira (03/04) que uma segunda aeronave americana — um A-10 Thunderbolt II — também caiu na região do Golfo. Mais cedo, um caça F-15E com dois tripulantes caiu sobre o Irã.
O jornal informou que no caso do A-10, o único piloto a bordo foi resgatado em segurança, citando dois oficiais americanos que falaram sob condição de anonimato.
O Estado-Maior Conjunto dos EUA havia declarado anteriormente que os A-10 Warthogs estavam sendo usados para atacar navios iranianos no Estreito de Ormuz.
Uma operação de busca e resgate ainda está em andamento para encontrar o segundo tripulante do F-15E. Até o momento, apenas um foi resgatado.
jps (DW)
EUA resgatam tripulante de caça F-15 abatido sobre o Irã
Um membro da tripulação do caça F-15 abatido nos céus do Irã foi resgatado, segundo informações da agência de notícias AP.
Duas fontes disseram à CNN que o membro da tripulação está vivo e recebendo tratamento médico.
O F-15 normalmente tem uma tripulação de dois membros. Ainda não se sabe o que aconteceu com o segundo membro.
Mais cedo, autoridades dos EUA e israelenses, assim como a mídia estatal iraniana, relataram que um avião americano havia sido abatido sobre o Irã.
Pouco depois, veículos da imprensa dos EUA informaram que autoridades americanas organizaram uma operação de busca e resgate antes que o Irã pudesse chegar a possíveis sobreviventes.
O primeiro anúncio sobre a queda da aeronave partiu da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a força militar de elite do Irã, que afirmou que o caça foi abatido sobre o espaço aéreo iraniano por um novo e avançado sistema de defesa.
A IRGC disse afirmou que se tratou de um caça F-35, uma das mais modernas aeronaves de combate do mundo. Segundo a força, esse seria o segundo F-35 abatido no conflito. No entanto, especialistas militares apontaram que imagens do incidente indicam que se tratava de um caça F-15.
jps (ots)
Mais navios começam a atravessar Ormuz, enquanto Irã impõe pedágio
O número de navios que atravessaram o Estreito de Ormuz aumentou nesta semana, segundo um relatório da empresa de dados Windward.
A Windward informou que 16 navios de carga transitaram pelo estreito na quarta-feira, em comparação com 11 na terça-feira, mas o tráfego ainda representa uma fração do registrado nessa rota marítima antes de Israel e os Estados Unidos iniciarem os ataques contra o Irã no final de fevereiro.
A Windward afirmou que a maioria dos navios navegou perto da costa iraniana, passando pela ilha de Larak, permitindo que o Irã mantenha um "bloqueio seletivo baseado em permissão".
No entanto, três navios também teriam passado mais perto da costa de Omã, evitando o corredor controlado pelo Irã. Um dos navios, o petroleiro de gás natural liquefeito (GNL) Sohar, é considerado o primeiro petroleiro de GNL a atravessar o estreito desde o início da guerra.
Paralelamente, um navio porta-contêineres francês também teria atravessado o estreito e saído do Golfo Pérsico. Ao que tudo indica, trata-se da primeira travassei realizada por um grande grupo de transporte marítimo europeu desde 1º de março.
Os dados de navegação da embarcação mostraram que ela cruzou o estreito por uma nova rota aprovada pelo Irã, apelidada de "Pedágio de Teerã" pela revista de navegação Lloyd's List.
Pelo menos duas embarcações pagaram para usar o corredor ao redor da Ilha de Larak, próxima à costa iraniana, afirmou um analista da Lloyd's List Intelligence em um relatório divulgado na quinta-feira.
O bloqueio do estreito elevou os preços do petróleo e do gás em todo o mundo, e crescem também as preocupações com a segurança alimentar, uma vez que um terço do comércio global de matérias-primas para fertilizantes normalmente passa pelo estreito.
Na quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, anunciou que seu país está elaborando um protocolo com Omã para garantir a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) estaria buscando implementar pedágios a partir de US$ 1 por barril de petróleo e considerando pagamentos em yuan chinês ou stablecoins.
Há rumores de que estão sendo discutidas medidas para exigir que os navios enviem dados detalhados a intermediários ligados à IRGC para aprovação, com o acesso determinado por um sistema de classificação por país.
Jps (DW)
Irã oferece recompensa por pilotos americanos abatidos
O Irã afirmou nesta sexta-feira (03/04) ter mobilizado tropas e oferecido uma recompensa em sua busca por militares da Força Aérea dos EUA abatidos sobre o sudoeste do país.
"As forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto de caça americano que foi atingido hoje", disse a agência de notícias estatal Fars, convocando os moradores das províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad a ajudarem nas buscas.
"Se você capturar o(s) piloto(s) inimigo(s) vivo(s) e entregá-lo(s) à polícia e às forças militares, receberá uma valiosa recompensa e bônus", disse um repórter de uma emissora de televisão iraniana.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares no Oriente Médio, não confirmou oficialmente a queda de uma aeronave sobre o país, mas veículos americanos como o jornal The New York Times afirmam que fontes militares confirmaram o ocorrido. Imagens de destroços indicam que se trata de um caça F-15, que normalmente leva dois tripulantes.
Segundo vários jornais dos EUA, o Pentágono lançou uma operação de busca pelos pilotos.
Jps (DW)
Irã abate caça de guerra dos EUA e Pentágono lança operação de resgate
O Irã abateu um caça americano sobre o país, disseram nesta sexta-feira (03/04) autoridades dos EUA e israelenses, assim como a mídia estatal iraniana.
O destino da tripulação do avião segue incerto, enquanto autoridades americanas se mobilizam para organizar uma operação de busca e resgate antes que o Irã pudesse chegar a possíveis sobreviventes, disseram as autoridades americanas e israelenses, que falaram sob condição de anonimato ao jornal americano The New York Times.
Possíveis esforços de resgate parecem ter sido registrados em vídeos postados nas redes sociais e geolocalizados pela rede CNN.
A agência estatal iraniana Tasnim afirmou que as buscas por tripulantes desaparecidos "até o momento não tiveram sucesso". Em outra notícia, a Fars News informou que uma recompensa estava sendo oferecida para quem capturasse um ou mais "pilotos inimigos".
Não ficou imediatamente claro em que parte do Irã o avião caiu.
Vídeos geolocalizados pela CNN mostraram várias aeronaves militares voando em baixa altitude sobre a província de Khuzistão, na região central do Irã.
O primeiro anúncio sobre a queda da aeronave partiu da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a força militar de elite do Irã, que afirmou que o caça foi abatido sobre o espaço aéreo iraniano por um novo e avançado sistema de defesa.
A IRGC disse afirmou que se tratou de um caça F-35, uma das mais modernas aeronaves de combate do mundo. Segundo a força, esse seria o segundo F-35 abatido no conflito. No entanto, especialistas militares apontaram que imagens do incidente indicam que provavelmente se trata de um caça F-15.
O F-15 normalmente tem uma tripulação de dois membros.
"Devido à destruição completa da aeronave, não há informações sobre o destino do piloto", diz o comunicado. É improvável que o piloto tenha sobrevivido, afirmou a IRGC.
O Comando Central dos EUA (Centcom) negou anteriormente relatos iranianos de abates bem-sucedidos de caças americanos.
Na quinta-feira, o comando negou que um de seus aviões tenha sido abatido sobre a ilha iraniana de Qeshm, no sul do país.
No mês passado, as Forças Armadas dos EUA disseram em um comunicado que uma aeronave F-35 americana realizou um pouso de emergência após uma missão de combate sobre o Irã, após o Irã afirmar ter abatido um F-35. Os militares americanos disseram que o piloto estava em condição estável.
Jps/md (ots)
md (DPA, Reuters)
Caça americano foi abatido no Irã, diz mídia dos EUA
Um caça americano caiu em território iraniano e as forças americanas estão tentando resgatar a tripulação, informaram diversos veículos de imprensa dos EUA nesta sexta-feira, após a mídia iraniana divulgar imagens de destroços de uma aeronave.
O jornal New York Times citou autoridades americanas e israelenses confirmando as alegações iranianas de que haviam abatido um caça.
O Wall Street Journal e o portal de notícias Axios noticiaram que as forças americanas iniciaram uma operação de busca e resgate, no que seria a primeira perda conhecida de uma aeronave em território iraniano desde o início das hostilidades.
Nesta sexta-feira, o Irã anunciou a derrubada de um F-35, o jato mais avançado dos EUA, no que seria a segunda aeronave F-35 abatida pelo Irã desde o início da guerra.
md (AFP, ots)
Preços mundiais dos alimentos subiram 2,4% em março devido à guerra no Oriente Médio
Os preços mundiais dos alimentos básicos aumentaram 2,4% em março, motivados pela subida dos custos de energia por causa da guerra no Irã, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O índice FAO dos preços alimentares, que acompanha a evolução dos preços internacionais de um conjunto de produtos, voltou a aumentar pelo segundo mês consecutivo, depois de em fevereiro também ter registado um aumento de 0,9% face a janeiro, afirmou a entidade, num comunicado divulgado hoje.
O aumentado registado em março coloca o índice 1% acima do registado há um ano, disse.
"Os aumentos dos preços desde o início do conflito têm sido moderados, impulsionados pela subida dos preços do petróleo, mas atenuados pela abundante oferta global de grãos", notou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero.
Apesar disso, o responsável alertou que se o conflito se estender "por mais de 40 dias, com altos custos de produção e margens de lucro atualmente baixas, os agricultores terão de escolher entre cultivar a mesma quantidade com menos recursos, plantar menos ou mudar para culturas menos intensivas que exigem menos fertilizantes".
Essas decisões, notou Máximo Torero, Irã afetar "futuras colheitas e determinarão o abastecimento de alimentos e os preços para o restante ano e para todo o ano seguinte".
A guerra iniciada por Israel e Estados Unidos no Irã levou a um aumento do preço dos fertilizantes, 30% dos quais transitavam pelo Estreito de Ormuz e cujo preço é também influenciado pelo custo do gás necessário para a sua produção.
O preço dos cereais aumentou 1,5% em relação ao mês anterior, impulsionado sobretudo pelo incremento dos preços mundiais do trigo, que subiram 4,3% face às más perspectivas de colheitas nos Estados Unidos face à seca e às expetativas de redução de plantações na Austrália pela subida dos custos nos fertilizantes.
Também o preço do milho subiu ligeiramente, com a disponibilidade global deste cereal a compensar a preocupação pela falta de fertilizantes e os preços do arroz caíram 3% em março, face à menor procura.
O índice de preços do petróleo da FAO subiu 5,1% em relação a fevereiro, estando 13,2% acima do registado há um ano, enquanto o índice relativo à carne aumentou 1% face a fevereiro.
Os preços dos laticínios subiram 1,2% e os preços do açúcar aumentaram 7,2%.
Jps (Lusa)
Trump diz que EUA poderiam reabrir Ormuz "com um pouco mais de tempo"
"Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, tomar o petróleo e fazer uma fortuna", declarou o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social.
O regime islâmico do Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel que começaram no final de fevereiro. Sua reabertura tornou-se uma prioridade para governos em todo o mundo diante da disparada dos preços da energia.
md (AFP/Reuters)
Netanyahu diz que Israel destruiu 70% da produção de aço do Irã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira que a Força Aérea de seu país destruiu 70% da produção de aço do Irã e assegurou que, em coordenação com os Estados Unidos, continuará suas operações contra a república islâmica e o Hezbollah.
"Nos últimos dias, a Força Aérea destruiu 70% da capacidade de produção de aço do Irã. Esta é uma conquista tremenda que priva a Guarda Revolucionária de recursos financeiros e da capacidade de produzir armamento", afirmou o premiê israelense em uma mensagem de vídeo publicada em seus canais.
No vídeo, gravado segundo o seu gabinete após uma avaliação militar na base principal da unidade de Inteligência do Exército israelense em Tel Aviv, Netanyahu acrescentou ter atacado, durante os últimos dias, "pontes e infraestruturas" iranianas estratégicas em operações conjuntas com os Estados Unidos.
"Em plena coordenação entre o presidente (Donald) Trump e eu, entre as Forças de Defesa de Israel e as Forças Armadas dos Estados Unidos, seguiremos esmagando o Irã. Este regime está mais fraco do que nunca; Israel está mais forte do que nunca", destacou.
No Líbano, o primeiro-ministro israelense indicou que o Exército continuará "ampliando o cinturão de segurança" para "proteger as comunidades do norte do país". Israel já controla a zona situada ao sul do rio libanês Litani, o que representa aproximadamente 8% do território do país vizinho.
Nesta sexta-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, já havia anunciado que o Exército começará a demolição de casas em aldeias do sul do Líbano, consideradas por Jerusalém como "postos avançados" do grupo xiita Hezbollah.
O grupo libanês, um dos principais aliados regionais do Irã, enfrenta Israel desde o último dia 2 de março em apoio a Teerã, em sua segunda guerra em apenas um ano e meio.
Israel, por sua vez, mantém uma intensa campanha de bombardeios principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como nos arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma invasão terrestre na região mais meridional de seu território.
O Ministério da Saúde libanês elevou para mais de 1.200 o número de mortos no país por bombardeios israelenses, incluindo 124 crianças, desde 2 de março.
As autoridades do Irã não ofereceram um balanço oficial de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos, quando situaram a cifra em 1.230.
No entanto, a ONG opositora HRANA, com sede nos EUA, relatou mais de 3.400 mortos, entre eles mais de 1.500 civis.
md (EFE, AFP)