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Imprensa mundial cobra Israel por mortes de jornalistas em Gaza

26 ago 2025 - 10h27
(atualizado às 10h45)
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Cinco jornalistas foram mortos em um ataque aéreo israelense que atingiu o Hospital Nasser, em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza. O episódio, ocorrido nesta segunda-feira (25), gerou reações imediatas de veículos internacionais de imprensa e de entidades de direitos humanos. A Associated Press e a Reuters assinaram carta conjunta exigindo "responsabilização urgente e transparente" por parte de Israel.

Jornalista que morreram após ataque israelense
Jornalista que morreram após ataque israelense
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Jornalistas viram alvos de guerra?

A carta foi enviada nesta terça-feira (26) pelas editoras Julie Pace, da AP, e Alessandra Galloni, da Reuters, às autoridades israelenses. "Estamos escrevendo para exigir uma explicação clara para os ataques aéreos que atingiram o Hospital Nasser em Khan Younis em 25 de agosto de 2025, matando vários jornalistas, incluindo aqueles que trabalhavam para a Associated Press e a Reuters", afirmaram as executivas. "Estamos indignados que jornalistas independentes estejam entre as vítimas deste ataque ao hospital, um local protegido pelo direito internacional."

Os mortos foram identificados como Mohammad Salama, cinegrafista da Al Jazeera; Hussam Al-Masri, contratado da Reuters; Mariam Abu Dagga, colaboradora da AP e de outros veículos; além dos freelancers Moath Abu Taha e Ahmed Abu Aziz.

Além de jornalistas, o ataque causou a morte de civis, profissionais da saúde e equipes de resgate. O Exército de Israel, que confirmou a autoria dos disparos, declarou estar conduzindo uma investigação. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou as mortes como um "acidente trágico".

Contudo, as agências de notícias questionam a eficácia dessas apurações. "As Forças de Defesa de Israel reconheceram a condução dos ataques e afirmam estar investigando. Em um comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que 'não têm jornalistas como alvo'. Infelizmente, constatamos que a disposição e a capacidade das IDF de se autoinvestigar em incidentes passados raramente resultaram em clareza e ação, levantando sérias questões, incluindo se Israel está deliberadamente mirando transmissões ao vivo para suprimir informações", destacaram.

Na mesma carta, Pace e Galloni também cobraram mais liberdade de atuação da imprensa estrangeira na região. "A carta observou que Israel negou acesso a jornalistas internacionais em Gaza ao longo da guerra e pediu 'acesso irrestrito'".

Perfil Brasil
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