Imóvel ligado a Milton Leite é furtado em SP e criminosos levam HD de câmeras
R$ 19.271 em dinheiro ficaram no local, onde policiais também encontraram documentos em nome do ex-vereador
Um imóvel ligado ao ex-vereador Milton Leite foi furtado em São Paulo no domingo (20). Os criminosos levaram o HD do sistema de câmeras, mas deixaram para trás mais de R$ 19 mil em dinheiro e documentos pessoais espalhados, que foram apreendidos pela polícia. O caso ocorreu após a prisão temporária de Leite na Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do PCC no transporte público da capital paulista. A polícia investiga a autoria do crime, enquanto a defesa do político nega irregularidades.
Criminosos furtaram um imóvel ligado ao ex-vereador Milton Leite (União Brasil) na noite de domingo (20), em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Entre os itens levados estava o HD do sistema de monitoramento do endereço. Entretanto, R$ 19.271 em dinheiro permaneceram no local.
A invasão ocorreu por volta das 21h15. Segundo informações do jornal 'O Globo', moradores relataram que a casa pertence a Leite e funcionava como um espaço utilizado pelo ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo em sua rotina política.
Polícia encontra documentos e R$ 19 mil
Após a invasão, policiais localizaram diferentes documentos em nome de Milton Leite espalhados pelo imóvel. Entre eles estavam materiais bancários, Bilhete Único e uma carteirinha de filiação ao Corinthians.
Os criminosos não levaram, contudo, o dinheiro encontrado no endereço. A polícia apreendeu as cédulas e parte dos documentos. Agora, a investigação busca esclarecer o que saiu do local e identificar os responsáveis pelo furto.
Milton Leite está preso
O caso ocorre poucos dias depois de Leite se apresentar à polícia, na sexta-feira (18). A Justiça decretou sua prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo. No sábado (19), a Justiça manteve a medida.
Na decisão, o desembargador Sergio Ribas afirmou que Leite é "citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC". O magistrado também mencionou suspeitas relacionadas à Transwolff. "Somado a isso, há declarações de policiais militares, em procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, de que ele seria o dono de fato da empresa Transwolff", escreveu.
As afirmações fazem parte das suspeitas investigadas. Leite nega participação no esquema. Já a defesa da Transwolff sustenta que o ex-vereador nunca integrou o quadro societário da empresa, participou de sua administração ou deu ordens a funcionários. A companhia também nega ligação com a facção criminosa.
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