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IA já consegue projetar o resultado de um processo trabalhista antes da sentença sair, diz startup brasileira

Startup usa IA para cruzar histórico de decisões judiciais e padrões processuais, ajudando empresas a agir na raiz dos conflitos antes que virem processo

15 ago 2026 - 15h10
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Diante da pressão crescente sobre diretores de RH e jurídicos corporativos para reduzir passivos trabalhistas, startups de inteligência artificial (IA) voltadas ao direito do trabalho vêm ganhando espaço nas grandes empresas. 

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Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Uma delas é a Jurídico AI, que usa Inteligência Artificial para cruzar o histórico de decisões de um processo com o comportamento de julgadores e já trazer cenários sobre o resultado, ainda antes da sentença, quais pedidos uma empresa tem mais chance de ganhar ou perder — informação hoje usada por companhias para agir na causa dos conflitos antes que eles cheguem à Justiça. 

A empresa apresenta esse modelo de IA nos dias 13 e 14 de agosto no 4º Encontro de Relações Trabalhistas — Um Olhar para o Futuro, no Cubo Itaú, em São Paulo, evento que reúne 300 diretores de RH e jurídicos (ingressos esgotados) de companhias como Unilever, JBS, Vale, Usiminas, Samarco, Tegma, Volkswagen, Unimed e McDonald's. 

Como a tecnologia funciona na prática 

Ao automatizar com IA a leitura de processos judiciais eletrônicos, mapear pedidos, decisões e o histórico de comportamento de julgadores, a Jurídico AI ajuda equipes jurídicas a identificar, com base em dados, os pontos que mais geram condenações — permitindo que a empresa corrija a rota e com isso reduza o passivo desde o nascedouro. 

"O sistema lê o processo direto do sistema de processo eletrônico, identifica as partes, os pedidos, as teses e os documentos citados, e organiza tudo automaticamente. Ninguém precisa alimentar nada manualmente. Isso gera uma mudança no jogo, trazendo qualidade e precisão sobre a causa raiz na relação empregado e empregador. A partir daí, há tantas ações que permitem à empresa resolver os temas que geram processos, assim como, com cruzamento de histórico do comportamento do julgador e da própria empresa demonstrar, por exemplo, onde falta testemunha ou onde a qualidade documental está pesando contra a defesa. É esse nível de detalhamento que transforma um processo perdido em um diagnóstico para não perder o próximo", explica Jéssica Ramos, Head Jurídica da Jurídico AI, que já atuou na área corporativa, tendo como última passagem a Verzani & Sandrini, prestadora de serviços com cerca de 70 mil empregados. 

César Orlando, fundador da Jurídico AI, reforça a leitura de mercado por trás da participação no evento: 

"As empresas estão sendo cada vez mais cobradas a reduzir risco trabalhista antes que ele chegue à Justiça, e isso está deixando de ser um diferencial para virar exigência de mercado. Estar num encontro que reúne os principais profissionais de relações trabalhistas e jurídicos corporativos do país é a validação de que resolvemos uma dor real do setor e de que dá para crescer de forma sustentável ajudando empresas a atuar na raiz do conflito, não só na consequência." 

* Texto com informações de assessoria.

Perfil Brasil
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