Homem é condenado a 22 anos de prisão por morte de comerciante em Rio Grande
Crime ocorreu após desavença por veículos estacionados em frente à garagem do réu
Um homem acusado pela morte do comerciante Willy Mendes, de 31 anos, foi condenado nesta segunda-feira (10) pelo Tribunal do Júri de Rio Grande, no Sul do Estado, a 22 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado. Ele também recebeu pena de um ano de detenção por posse de munições. A prisão preventiva foi mantida após a sentença.
O julgamento foi realizado com acusação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que sustentou as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu permaneceu preso durante todo o processo.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu em dezembro de 2024, no bairro Cidade Nova, após uma desavença relacionada a veículos de clientes da lancheria comandada por Willy. Os automóveis costumavam ser estacionados em frente à garagem da residência do acusado.
Conforme a investigação, o homem chamou o comerciante para fora da lancheria e, após uma breve discussão, efetuou disparos contra ele. Willy foi atingido e morreu ainda no local.
Para o MPRS, a motivação foi desproporcional ao conflito envolvendo os veículos, caracterizando motivo fútil. A acusação também apontou que os disparos ocorreram em via pública, diante de um estabelecimento comercial em funcionamento e com circulação de pessoas, o que configurou perigo comum.
Outra qualificadora reconhecida pelo júri foi o recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, Willy foi atraído para fora do estabelecimento, estava desarmado e foi surpreendido pelos disparos, sem possibilidade de reação.
Conhecido em Rio Grande por comandar a lancheria Xis do Braga, Willy Mendes deixou a esposa e dois filhos pequenos.
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