"Há possibilidade de a maioria do Congresso Nacional ter envolvimento com o crime", diz Capitão Martim
O parlamentar também abordou temas relacionados à segurança pública e fez críticas à situação do país, afirmando que o Brasil já vive há anos uma realidade de "narcoestado", marcada pela influência de facções criminosas
Durante entrevista ao programa Raio X nesta terça-feira (10), o deputado estadual Capitão Martim, do Republicanos, comentou sobre a caminhada política que realizou recentemente, inspirada em uma mobilização semelhante promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira. O parlamentar rebateu críticas feitas por adversários e questionou os ataques recebidos. "Se minha caminhada foi um fracasso, por que a esquerda bateu tanto em mim?", afirmou. Segundo ele, o objetivo da iniciativa foi "despertar as pessoas" para pautas políticas e sociais.
Na entrevista, o deputado também falou sobre o cenário político e econômico do Rio Grande do Sul e os desafios para o próximo governo estadual. Martim afirmou que a situação financeira do estado é preocupante e disse que o próximo governador enfrentará grandes dificuldades. Apesar disso, declarou confiar no projeto político do deputado federal Luciano Zucco, apontado como pré-candidato ao Palácio Piratini.
O parlamentar também abordou temas relacionados à segurança pública e fez críticas à situação do país, afirmando que o Brasil já vive há anos uma realidade de "narcoestado", marcada pela influência de facções criminosas. Para ele, o combate ao crime exige integração entre diferentes áreas e atenção às fronteiras. Martim ainda citou episódios recentes de violência em Porto Alegre como exemplo do que classificou como uma "falsa sensação de segurança".
Por fim, o deputado levantou a possibilidade de influência do crime organizado na política nacional e criticou o funcionamento das instituições. Ele também comentou a situação judicial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que os casos não são comparáveis. Segundo Martim, no caso de Lula, os processos "voltaram à estaca zero" por questões processuais.