Greve: rodízio é suspenso e faixas exclusivas são liberadas
Carros com placa final 5 e 6 podem, portanto, circular livremente pela cidade. A restrição retorna a partir de quinta-feira
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal na capital e liberou as faixas exclusivas de ônibus para o trânsito de carros nesta quarta-feira, 29, devido a uma nova paralisação de motoristas e cobradores de ônibus, que entraram em greve na meia-noite de hoje.
Carros com placa final 5 e 6 podem, portanto, circular livremente pela cidade. A restrição retorna a partir de quinta-feira, 30.
O rodízio para veículos pesados, como caminhões, no entanto, segue em vigor.
O estacionamento por Zona Azul na capital também segue válido.
Greve
Essa é a segunda vez que a categoria paralisa os serviços em menos de um mês.
De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de SP, a decisão unânime foi tomada durante uma assembleia que contou com a presença de mais de 6 mil trabalhadores.
"Embora tenham garantido o reajuste salarial de 12,47% sobre os salários e ticket-refeição, o setor patronal resolveu ignorar todos os outros itens da pauta de reivindicações da categoria como a hora de almoço remunerada, PLR, adequação de nomenclaturas e plano de carreiras do setor de manutenção, entre outros. Após todos os prazos concedidos ao setor patronal e nenhuma resposta sobre suas reivindicações, os condutores de São Paulo aprovaram a retomada da greve", publicou por meio de nota o sindicato.
O presidente em exercício do SindMotoristas, Valmir Santana da Paz (Sorriso), afirma que já se passaram dois meses das negociações e os "patrões mostraram-se intransigentes, pedindo prazos, paciência e protelando decisões. A categoria está estafada dessa enrolação”.
De acordo com o sindicato, a greve deverá durar 24 horas, caso o setor patronal não se manifeste. A categoria também aprovou uma nova assembleia para esta próxima quarta-feira, às 16h, na sede do órgão, para deliberarem o plano de luta e ações.
No inicío de junho, já havia sido realizada uma greve de ônibus na cidade de São Paulo. A paralisação de linhas municipais foi encerrada às 15h20 do dia 14, após acordo entre as partes. Conforme a SPTrans, a paralisação, que durou menos de 24h, afetou ao menos 713 linhas e 6,5 mil ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico daquela manhã.