Gre-Nal feminino termina na justiça: Dirigente do Grêmio é acusada de ofensas raciais em Porto Alegre
Caso ocorrido no SESC Protásio Alves após clássico do Brasileirão repercute nos bastidores e expõe debate sobre conduta no esporte.
O clássico Gre-Nal válido pelo Campeonato Brasileiro Feminino, realizado no final de março em Porto Alegre, ganhou um novo desfecho fora dos gramados. Uma dirigente da equipe de futebol feminino do Grêmio foi denunciada criminalmente pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) após um desentendimento com conotação racial ao término do confronto esportivo.
O incidente que motivou a denúncia judicial aconteceu no dia 28 de março no complexo esportivo SESC Protásio Alves. Conforme detalhado pelas apurações das autoridades gaúchas, a profissional do Grêmio teria dirigido xingamentos de cunho racista a um torcedor pertencente a uma associação organizada do Internacional, clube rival do tricolor.
A denúncia do MPRS foi protocolada formalmente em 10 de julho, após a conclusão do inquérito que apurou as circunstâncias do ocorrido no clássico gaúcho. O órgão enfatizou a relevância de coibir manifestações preconceituosas no ambiente do futebol, buscando garantir que os estádios e arenas permaneçam espaços de respeito, lazer e inclusão social.
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, a funcionária do Grêmio responderá pelo crime previsto na Lei nº 7.716/89, que pune a injúria racial com reclusão de dois a cinco anos e multa. O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e a defesa da acusada ainda não se manifestaram publicamente sobre o andamento do processo criminal que envolve a executiva.
MPRS.
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